Economia & Negócios

Silva recusa nova eleição no Sindtran

Da Redação
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Passados quase 30 dias da polêmica eleição que reconduziu Elias Pinheiro da Silva à presidência do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru e região (Sindtran), o impasse quanto à realização de um novo pleito continua. Silva não admite outra eleição. Mas Ademar Libanio Sério, o Roquinho, líder da oposição, insiste na realização de uma nova escolha.

A eleição promovida nos dias 13 e 14 de janeiro não teria efeito perante a Justiça devido a irregularidades na disputa do cargo, segundo sustenta a oposição. De acordo com Roquinho, a liminar que obrigava a inclusão da chapa oposicionista deveria ter sido respeitada, com a conseqüente convocação de uma nova eleição. Para ele, se isso não acontecer logo, a partir de 11 de março, data-limite do mandato de Silva, a categoria não terá um representante eleito legalmente.

“Se não tivermos nova eleição, os trabalhadores estarão sem um representante legal no poder”, sustenta Roquinho, prometendo orientar a categoria a não considerar Silva como seu legítimo representante.

Os componentes da chapa de oposição estarão realizando duas assembléias hoje -, uma às 9h e outra às 16h, na rua Araújo Leite, 2-25, - para discussão desse e de outros temas de interesse da categoria. Roquinho afirma, também, que Silva deveria ter realizado uma nova eleição até o último dia 8.

“Ele (Silva) teria que registrar as duas chapas e não fez isso, registrando somente a dele. Tinha o prazo estatutário até sexta-feira. Na liminar estava que ele teria que fazer uma nova eleição”, disse, em relação à decisão da Justiça de convocar um novo pleito.

Já o presidente do sindicato alega que a chapa não foi inscrita devido a algumas irregularidades, além da falta do atestado criminal de um dos componentes e, assim. Por isso, diz Silva, somente a chapa da atual presidência participou da eleição que o reelegeu.

“Nós notificamos todos por correspondência e demos 24 horas para providenciarem os documentos. Por conta dessas irregularidades, nós cancelamos o registro dela, baseados no nosso estatuto social”, declarou Silva, que diz não haver mais a possibilidade de uma nova eleição por falta de tempo.

Caso a oposição consiga a autorização para uma nova escolha, Silva diz que irá contestar os recursos judiciais.

“Eles tomaram todos os procedimentos jurídicos que a eles são cabíveis e nós estamos contestando todas as medidas judiciais que eles tomaram e, se chegar a mim alguma determinação judicial em que eu não tenha mais disponibilidade de recurso, eu chamo nova eleição. Caso contrário eu vou contestar”, finaliza.

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