Cultura

José Lewgoy morre, aos 82 anos, no Rio de Janeiro

Por Da Redação | Com AF
| Tempo de leitura: 2 min

O ator José Lewgoy, 82, morreu na tarde de ontem, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma infecção respiratória. Lewgoy deu entrada no hospital no último dia 4 e estava internado na Unidade Coronariana do hospital desde sexta-feira.

Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital na manhã de ontem, o paciente piorou nas últimas 24 horas e estava sedado, respirando com a ajuda de aparelhos.

Considerado um dos maiores atores brasileiros, famoso por seus papéis de vilão no cinema, José Lewgoy participou de cerca de 100 filmes, 23 novelas e algumas peças de teatro. Ele nasceu em 16 de novembro de 1920, em Veranópolis (RS), filho de pai russo e mãe norte-americana.

Estreou como ator no Teatro do Estudante do Rio Grande do Sul e cursou artes cênicas na Universidade de Yale no final dos anos 40, com uma bolsa de estudos que ganhou por indicação do escritor Érico Veríssimo.

No Brasil, fez várias comédias com Oscarito e Grande Otelo, como “Carnaval no Fogo” e “Aviso aos Navegantes’’. Atuou também em “Fitzcarraldo’’, do alemão Werner Herzog, filmado na Amazônia, e em “Terra em Transe’’, de Glauber Rocha.

Participou de “O Quatrilho’’, filme que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O ator viveu na França de 1954 a 1964, onde fez quatro filmes, como “S.O.S. Noronha’’, que tinha no elenco o ator francês Jean Marais.

No teatro, atuou, entre outras, em “O Peru’, de Feydeau, e “O Jardim das Cerejeiras’’, de Tchecov. Na TV, fez, entre outras, as novelas “Feijão Maravilha’, “Anjo Mau’, “Louco Amor’ e “Força de um Desejo”, e as minisséries “O Tempo e o Vento”, “Os Maias’’ e “Engraçadinha’’.

Ele ganhou o Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado, por “O Ibraim do Subúrbio’’ (1976), e o prêmio de ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por “Antônio José da Silva, o Judeu’’ (1994).

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