Meu Deus. Você é a grande testemunha de quantas vezes tentamos, juntos, fortalecer os laços de fidelidade e dignidade das famílias que nos acolhem. Muitas vezes somos mal interpretados, execrados e até alienados por seres que fazem parte destes clãs e tão sordidamente vemos o grande mal da irresponsabilidade abater-se sobre nós de forma arrasadora, que somando-se à falta de espírito de família e de união fraternal, formatam-se na mais maléfica e destruidora das doenças sociais.
Causam-nos arrepios, quando confidenciamos aos responsáveis diretos, querelas importantes a serem conhecidas por eles e não por outros, são rechaçados e mal interpretadas, como sendo as mais vis das prosas, causando conseqüências irreparáveis e envolvendo pessoas de maneira covarde e agressiva, pelo desconhecimento das melhores práticas de educação e entendimento pessoal e familiar.
O que causa maior espanto é a omissão de partes envolvidas no conhecimento de problemas familiares, que ao invés de enfrentarem a situação, escusam-se e covardemente acolhem o mal no interior dos lares, omitindo-se, e como que a dizerem “vou apostas para ver o que aconteceâ€, denigrem a família de modo indelével e prejudicial à boa formação cristã. E que cristãos são esses que neste momento praticam tudo o que Cristo condenou, como a prática constante da inveja, a cobiça, o jeito chulo de tratar os entes queridos, o sentido pejorativo das palavras ditas e colocadas para outros, com objetivo único de tornar ambígua sua interpretação. E tudo isto em nome de tão sórdida ignorância.
O comprometimento da família, de forma digna e justa, no trato de seus entes, tem que ser entendido de forma madura e adulta! Não podemos conceber molecagens nem falta de responsabilidade e muito menos falta de confiança entre aqueles que têm certa afinidade e se conhecem pelo contato do dia-a-dia. Estes assuntos são muito sérios e não podem ser objetos de fofocas, intrigas e mexericos. Irmãos têm que se tratar como tal e não como animais. Irmãos têm que cuidar sim, do caracter e integridade de suas famílias, a ponto de confidenciarem problemas graves com objetivo de serem resolvidos ou pelo menos amenizados. Quando um irmão conta ao outro, de maneira discreta, segredos, no afã de auxiliá-lo na sua nobre missão de educador, este não deve em hipótese nenhuma rebelar-se contra o outro, senão será o fim de tudo o que é lógico.
Que todos os homens e mulheres de bem, principalmente aqueles que estão unidos pelos laços familiares, façam por merecer a confiança do próximo e que ao receber a ajuda de seus entes queridos, recebam isto como uma dádiva, uma bênção e não como uma simples intriga que não leva a nada, ou melhor, quase sempre conduz ao desentendimento e a cruéis rupturas de grupos sociais. E pensar que existem pessoas que se satisfazem com tão vil procedimento. Mas, para o alcance deste objetivo, é necessário que a ignorância reinante dê lugar à inteligência e acima de tudo que haja compreensão, dignidade, fraternidade e uma boa dose de comprometimento com as ações que dignificam o homem, que sem dúvida nenhuma são o bom caráter e a boa vontade.
O comprometimento com a verdade e com a família deve levar vantagem sobre a omissão e o medo de errar. Coitado do homem omisso e incomodado. O que estará realizado nesta existência? É preferível errar tentando colaborar em certas situações embaraçosas, mesmo que muito delicadas, do que sermos omissos e cúmplices de ações que acobertam ações revestidas de mal caráter, que tanto faz sofrer as famílias de nossos entes queridos. Saber administrar conflitos é uma habilidade muito importante não só na escola, mas também na sociedade e na família.
E finalmente agradeço ao Ser supremo que nos guia e ampara, conclamando a meu Deus, que sem que eu compreenda porque, tem-se dado forças, e sempre nos momentos mais oportunos, quando os problemas tomam formas catastróficas, ei-Lo que surge a amparar-me e a dar-me energia para vencer as mais difíceis batalhas. De público, vergo-me diante do Criador, colocando em suas mãos tão sublime tema. (O autor, Francisco Giglioti, mestre em Gestão Empresarial e Professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru - ITE)