O presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PV), anunciou ontem que vai adotar medidas para garantir a segurança dos vereadores e evitar tumultos na sessão legislativa de segunda-feira. A reunião vai discutir e votar o relatório da Comissão Especial de Inquéritos (CEI) das compras.
O documento propõe a instalação de Comissões Processantes (CPs) para os vereadores Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB) e Osvaldo Paquito (PPS) e comissão de sindicância para o servidor Nélson Gonçalves, ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação da Câmara.
Uma das medidas que será adotada pelo presidente do Legislativo está relacionada ao acesso do público à galeria do plenário. O local tem capacidade para acomodar 62 pessoas. O acesso do público à galeria será fechado a partir do momento em que a sua capacidade estiver esgotada.
Para controlar a entrada, serão distribuídas senhas. “A intenção é evitar tumultos, como o que ocorreu aqui ontem (anteontem) durante a sessãoâ€, lembra. Um grupo de sindicalistas da CUT adentrou no plenário para distribuir pizzas aos vereadores.
Purini adianta, também, que pedirá reforço policial para garantir a integridade física dos parlamentares. “Vamos ter uma sessão legislativa polêmica devido a votação do relatório da CEI das compras. Temos que nos precaverâ€, justifica.
O presidente da Câmara diz que é sua obrigação e responsabilidade garantir a “independência†para que cada vereador se posicione sobre o relatório sem pressões externas.
De olho
Os sindicalistas ligados à CUT criticam as medidas adotadas por Purini. O diretor do Sindicato dos Eletricitários, Jesus Garcia, afirma que o presidente do Legislativo não deveria se preocupar com o comportamento da categoria.
“Somos uma força democrática. E é bom lembrar que a Câmara é a casa do povo.†Jesus adianta que os manifestantes vão acompanhar voto por voto dos vereadores. “Vamos denunciar nas suas bases aqueles parlamentares que não aprovarem o relatório pedindo as Comissões Processantesâ€, avisa.
Depois da lavagem das escadarias do Legislativo e da distribuição de pizzas anteontem, os sindicalistas preparam agora a distribuição de marmelada em frente ao prédio.
O advogado Sandro Fernandes, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), também não aprova as medidas que serão adotadas pela presidência da Câmara.
“Essas medidas ferem os interesses da presidência da Casa no que diz respeito à transparência de seus atos. A população tem o direito de acompanhar o comportamento de seus vereadores nesse casoâ€, defende.
Fernandes alega que o Poder Legislativo deveria abrir suas portas para que a sociedade pudesse acompanhar suas atividades nesse “momento importante†de sua história política.