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Quadrilha utilizava técnicas semelhantes a de terroristas


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O seqüestrador Pedro Cieichanowski comandava um grupo que agia dividido em células independentes, de modo semelhante à atuação dos grupos terroristas internacionais que seqüestraram no Brasil o empresário Abílio Diniz, na década de 80, e o publicitário Washington Olivetto, no ano passado.

Cieichanowski montou uma “indústria” de seqüestros. Tinha como aliado mais próximo o assaltante Altair Rocha, que alugou uma casa na frente da dele, no bairro Pinheirinho.

Altair está sendo procurado. Cieichanowski montou células para seqüestros no interior do Estado, na capital e na Grande São Paulo. A coordenação, a negociação, a logística, o armamento a divisão, o controle do dinheiro e a escolha dos cativeiros ficavam com Cieichanowski . Os irmãos Ahmed Hassan Issa e Osmar Hassan Issa lavavam o dinheiro do grupo. Osman foi morto com 27 tiros. Teria ficado com dólares da quadrilha.

Os demais cúmplices faziam o levantamento das pessoas a serem seqüestradas, o trajeto e as rotas de fuga, compravam veículos e telefones e vigiavam cativeiros. Para obrigar as famílias a pagar os resgates, mandava fotos das vítimas com as armas apontadas para a cabeça. “Fazia isso para intimidar as famílias. Mas com a de Bertin isso não ajudou. Eu falei para ele que a família não gosta dele”, reclamou o bandido.

Ontem, a polícia liberou trechos de gravações do seqüestrador, dias antes de ser preso, falando com a mulher. “Que tipo de polícia esteve aí (numa casa dele, em Suzano, invadida pela PM na quarta-feira). Civil ou militar? Falaram meu nome? As coisas estão apertando. Mandei cancelar tudo que tinha feito e vou apressar para resolver aquele problema.”

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