“Certo dia, fim do mês de janeiro, após ter terminado minhas aulas e eu ter passado de ano, como presente pela minha dedicação nos estudos, meu pai me levou em uma pescaria e veja só o que aconteceu. Eu nunca mais esqueci!
Essa pescaria aconteceu no famoso Rio Aquidauana, no Pantanal Mato-Grossense. Nós fomos pescar surubim.
Para essa pescaria, eu levei minha “traiaâ€, que meu pai importou direto do Paraguai, “eta traia bichareda†para essa pescaria!
Nós saímos da Fazenda Boa Vista, onde nós estávamos acampados, e subimos o rio por 10h sem parar, quando chegamos no pesqueiro conhecido como Poço do Surubim. E eu, muito esperto, já isquei minha “traiaâ€, enquanto meu pai apoitava o barco, e comecei a pescar.
Não levou nem meia hora e eu percebi que alguma coisa mexia na minha isca, que pesava mais ou menos meio quilo. Quando, para minha surpresa, o trem deu um puxão que quase arrancou a vara da minha mão, fisguei e, para minha alegria, peguei aquele tal de surubim, que pesou 130 kg, fora a isca que ele tinha engolido.
Assim foi a tarde inteira, até que meu pai enjoou de ficar iscando meu anzol e resolvemos volta para o acampamento e viajamos mais 10h rio abaixo.
Quando chegamos no acampamento já estava escuro e, para minha surpresa, meu pai fez eu limpar todos os peixes, por volta de 20 exemplares. Ele me disse que isso era presente pra mim, pois quem mandou eu querer pegar todos os peixes de uma só vez.
Essa pescaria ficou na história, pois era para demorar uma semana, mas como nesse único dia eu peguei mais peixe do que nós poderíamos trazer - encontramos o florestal e ele tinha nos avisado que nós só podíamos trazer 20 kg cada um e mais um exemplar - e como nós estávamos em dois, então ficamos o resto da semana só comendo os peixes que eu tinha pego a mais que a nossa cota.
Quando cheguei em Bariri, contei paa a minha mãe e para meus amigos, mas ninguém quis acreditar. Porém, como todo bom pescador não mente, eu fotografei tudo para não passar por mentiroso. Só que para minha surpresa eu tinha esquecido de tirar a tampa protetora da lente da máquina fotográfica e as fotos saíram queimadas. Aqui fica meu protesto para que alguém invente uma máquina que avise quando o protetor de lente não for retirado.
Minha história acontecida no ano de 2002, no famoso Rio Aquidauana, na Fazenda Boa Vista, a 30 km do município de Aquidauana, fica por aqui. (Wagner Pereira Brasil tem 11 anos é pescador e contador de histórias)