A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal vai se reunir hoje às 19h30 no plenário para realizar a discussão pública sobre a interdição da ponte Ayrton Senna, que liga o núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial I. A interdição foi feita recentemente pela prefeitura porque a ponte apresentou problemas em sua estrutura.
O presidente da comissão, vereador Edmundo Albuquerque (PPS), deverá presidir a reunião. Durante as tratativas para marcar a audiência, o vereador se posicionou favorável à discussão. “Sou favorável à audiência. E dependendo do resultado da reunião, se for necessária instala-se uma Comissão Especial de Inquérito (CEI)â€, opina.
O vereador José Clemente Rezende (PSB), integrante da comissão e responsável pelo requerimento que solicita a realização do evento, diz que é preciso apurar as responsabilidades da construtora Tofer e da administração municipal na obra. “Se a empreiteira executou os serviços em desacordo com o projeto, também é responsável. Se a prefeitura permitiu que isso acontecesse, houve negligênciaâ€, comenta.
O socialista explica que nesse caso tanto a administração quanto a empresa poderão ser enquadrados na Lei de Improbidade Administrativa. Clemente acha que se ficar provado que a prefeitura foi omissa e negligente no caso, a Câmara tem que instalar um processo contra os responsáveis.
A tese do parlamentar do PSB é reforçada por José Humberto Santana (PV). “A audiência pública tem praticamente o valor de uma CEI. Vamos contar com a presença de técnicos e engenheiros para elucidar o que realmente aconteceuâ€, conta.
O pedido, assinado por Clemente e Milton Dota Jr. (PTB) pediu que fossem convocados para a audiência o prefeito Nilson Costa (PPS); o secretário municipal de Obras, engenheiro Antonio Carlos Duarte; o ex-secretário municipal de Obras, arquiteto Edmilson Queiroz Dias; representantes da Tofer Engenharia (responsável pela obra); representantes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag); do Departamento de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); da Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania; Procuradoria da República; do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP); e comunidade em geral.
Para Dota Jr., a audiência vai viabilizar a discussão sobre o problema da ponte. “Temos que inserir a sociedade na avaliação desse problema da ponte do Mary Dota. A partir da conclusão da audiência, vamos decidir que caminho seguirâ€, explica.
A prefeitura foi favorável à audiência. O chefe de Gabinete do prefeito, Antonio Sérgio Marsola, acha que a reunião será produtiva. “Vai ser uma boa oportunidade para acabar com as meias verdades sobre essa questão da ponte do Mary Dotaâ€, diz Marsola.
Uma grande expectativa gira em torno da presença de representantes da empreiteira Tofer na reunião. A empresa combate os argumentos do Poder Público sobre o surgimento dos problemas estruturais na obra, mas até agora não se manifestou publicamente.