Conforme eu já antevia, em carta publicada nesta democrática coluna em 11 dezembro de 2002, o recesso (férias) praticado pela Secretaria da Educação, no final do ano passado, se repetiu e pra pior. Foram 54 dias (cinqüenta e quatro dias), se observarmos que o último dia de atividades no creche ocorreu no dia 13 dezembro de 2002 e reiniciado agora dia 06 fevereiro de 2003. O mesmo intervalo posto em prática no meio do ano passado, com toda certeza se repetirá em 2003, sem contar os dias comemorativos, dias santificados, pontos facultativos, etc., em que as creches municipais estarão fechadas. Dá-nos a impressão que a secretaria quer contradizer o intelectual Aurélio Buarque de Holanda, que diz: “Creche S. F. Estabelecimento que dá assistência diurna à crianças de pouca idade ou cujas mães são necessitadas ou trabalhem fora do larâ€.
Quer se contrapor também ao contido no Dicionário Brasileiro Contemporâneo Ilustrado que ensina: “Creche S.F. Asilo diurno, onde se albergam crianças pobres, cujas mães estão no trabalhoâ€. Diante desse posicionamento da Secretaria da Educação, melhor seria substituir o título daquelas instituições, de “Creches Municipais†para, por exemplo, “Centro de acolhimento de crianças, para quando a Secretaria da Educação estiver disponívelâ€. Caberia aí até um sub-título: “Danem-se as mães trabalhadorasâ€. Chocante é que ninguém se sensibiliza com esta atitude contrastante da Secretaria da Educação. Nem mesmo os vereadores da oposição, possivelmente por causa dos fatos lastimáveis que ocorrem na Câmara Municipal de Bauru. Achariam eles incoerência posicionar-se contra algo que lhes pareça errado externamente, antes de corrigirem os erros internos? (Luiz Gonçalves - RG. 022.790.510-6)