Tribuna do Leitor

Eles vão chegando, e a baderna vai aumentando


| Tempo de leitura: 2 min

Autoridades! República de estudantes não é casa de família, e sim um reduto de elementos perniciosos, beberrões, barulhentos, desrespeitadores, provocadores e vingativos. Por conseguinte, todas as repúblicas deverão, a exemplo dos hotéis e pensões, serem dotadas de alvarás contendo rígidas normas de condutas que, se não respeitadas por qualquer um dos seus moradores ou dos seus visitantes, será impiedosamente fechada. Não venham com a tradicional e velha desculpa de que são jovens carentes de família, porque na família é o que eles menos pensam. A maioria são filhos de mães por eles vistas somente na hora de pegarem a grana para esbanjá-la nos botecos ou nas próprias repúblicas, cuja maioria já foram transformadas em filiais destes.

Idêntica medida deverá ser aplicada para os bares e similares noturnos de bairros residenciais. O piso asfáltico dos nossos bairros não atingem 8 metros de largura e as suas calçadas não atingem a largura de 2 metros e sempre trancadas com jardineiras, árvores, galhos, postes, lixeiras, orelhões e declives para o lado das sarjetas com aclives tropeçantes em demanda aos portões. Se não bastasse todos esses obstáculos, os petulantes botequineiros se apossaram das calçadas, depositando nas mesmas mesas, cadeiras e outras coisas mais para acomodar seus barulhentos fregueses que riem, gritam, ofendem e até agridem os transeuntes que reclamam de precisar andar pelo meio da rua entre os carros estacionados e outros em movimento.

É boteco de um lado, república de outro, carros estacionados com as portas escancaradas emitindo rocks na mais alta tonalidade a ponto de nos endoidecer. Após um dia de incessante atividade, em casa não mais dá para se ficar. Na rua não se pode andar. Vivemos incessantemente presos com portas e janelas fechadas e, ainda assim, ouve-se muito mal o que nos dizem através do telefone. O diálogo em família está acabando, pois a conversação é incessantemente interrompida com: “O quê? Fala mais alto! Não estou escutando”.

Acordem vereadores! Ouvido de vizinho de boteco não é paiol. O botequineiro que não tiver condições de acomodar seus fregueses dentro de um recinto capaz de reter toda espécie de barulho deve fechar as portas e ir carpir café se não souber fazer outra coisa. É certíssimo o velho rifão de que gente que presta não faz cera em boteco. Bairro residencial é destinado a famílias, a gente de bem e não a botecos noturnos ou a repúblicas estudantis reconhecidamente perturbadoras, sobejamente reconhecidas como filiais de botecos. Acabem com essas tranqueiras o mais depressa possível de nossos bairros.

Agradecida pela imperiosa publicação da presente, que é o maior desejo de todos os moradores. (Izabel da Silva Santos - RG: 5.567.326)

Comentários

Comentários