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O agronegócio, as exportações e a economia paulista


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Fechados os resultados das balanças comerciais brasileira e paulista, o cenário é animador. No caso do agronegócio paulista, o saldo da balança comercial atingiu em 2002 US$ 3,53 bilhões, 34% acima do registrado no ano anterior, que foi de US$ 2,64 bilhões. No caso do agronegócio brasileiro, em 2002, o superávit atingiu US$ 20 bilhões, contra os US$ 19 bilhões registrados em 2001.

Esses resultados reafirmam a importância do agronegócio paulista, responsável por 32,1% de tudo o que foi exportado pelo Estado no ano passado. Se o agronegócio paulista vai bem, o brasileiro segue o ritmo. Isso porque o valor das exportações do agronegócio paulista representou 25,1% dos valores dos embarques do agronegócio brasileiro. No ano anterior, essa representatividade era 0,3 pontos percentuais menor. O suco de laranja e a carne bovina foram os principais destaques do agronegócio paulista. As vendas de suco de laranja ao Exterior aumentaram 21% de 2001 para 2002 e as de carne, 30%.

Todos esses números e análises servem para mostrar que a economia paulista e também a brasileira dependem do esforço governamental para estimular as exportações e também para mostrar aos pequenos e médios produtores a necessidade de se buscar cada vez mais a agregação de valor. Estimulando as exportações, o mercado de trabalho também se aquece: para cada US$ 1 milhão exportados, são criados 400 postos de trabalho.

Nesse sentido, o governador Geraldo Alckmin anunciou duas importantes medidas para ampliar a participação do agronegócio paulista nas exportações - a implantação do agroporto e do Centro de Logística de Exportação. O agroporto é um terminal específico de fomento à exportação voltado principalmente ao pequeno e médio produtor e será montado entre o terminal da Cosipa e a Vila dos Pescadores. Sua função será a de prestar assistência aos processos para exportação, orientações para o adequado acondicionamento e embalagem de carga, armazenamento de curto, médio e longo prazo, pesquisa de mercados e parceiros no Exterior e disponibilização de serviços alfandegários.

Paralelamente, no prédio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento será instalado o Centro de Logística de Exportação, onde funcionará uma espécie de Poupatempo Exportador. O Poupatempo já se tornou um conceito para designar a prestação de serviços públicos de forma rápida e eficiente. O objetivo é orientar os produtores quanto aos trâmites necessários para o desembaraço do produto a ser exportado.

Na disputa por mercados, o estímulo à exportação é um caminho certo. Gera emprego, aquece a economia e oferece aos pequenos e médios produtores a oportunidade de crescer, agregando valor. É o negócio de São Paulo, assim como é o agronegócio. (O autor, Duarte Nogueira, é Secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo)

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