Moradores do Núcleo Geisel estão reclamando das condições do Sambódromo que, pelo segundo ano consecutivo, não será palco do Carnaval, e da pista de terra localizada ao lado da passarela do samba, usada por adeptos do motocross.
O morador Carlos Ferreira relata que a área destinada ao público e barracas em dias de carnaval está tomada pelo mato e há lixo espalhado no espaço dos camarotes. “O Sambódromo nunca esteve tão abandonado. Como no ano passado já não teve Carnaval, ninguém faz manutençãoâ€, afirma.
Uma outra vizinha da passarela do samba, que não quis se identificar, acredita que a melhor alternativa para manter o espaço bem-cuidado é realizar mais atividades no local. “O Sambódromo deveria ser melhor aproveitado, com mais eventos. Do jeito que está, só cria bicho e pode ser esconderijo de ladrãoâ€, afirma.
Joseni Zanchetta Ferraz, que mora ao lado do Sambódromo, reclama do barulho das motos à tarde, durante treinos. “Todos os dias à tarde tem dois ou três motoqueiros treinando, fazendo um barulho danado. Está atrapalhando até minhas aulasâ€, diz ela que é professora de pintura.
A moradora ressalta que não é contra os treinos na pista, mas acha que Secretaria Municipal de Cultura deve estabelecer horários para o uso do espaço. Sérgio Losnak, secretário de Cultura, conta que recebeu uma reclamação sobre o barulho e que autorizou treinos apenas aos sábados e domingos à tarde.
De acordo com ele, quem estiver usando a pista em outros horários não tem autorização da Secretaria de Cultura. â€œÉ uma pista para jeep que está sendo usada por para treino de manobras radicais. Notificamos dois motoqueiros sobre os horários permitidos, mas um deles desapareceuâ€, diz.
Losnak comprometeu-se a notificar os usuários da pista sobre os horários permitidos para treino e orienta os moradores a acionar a Polícia Militar em caso de pertubação do sossego.
Já sobre as condições do Sambódromo, ele ressalta que o espaço está sob a administração da Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas (Lesec) desde novembro do ano passado. Ele conta, porém, que a prefeitura assumiu compromisso de fazer uma limpeza a manutenção do espaço.
O serviço ainda não foi feito, de acordo com Losnak, por questões de prioridades. “A Secretaria de Obras priorizou as reformas de escolas e creches no final do ano. Depois disso, a recuperação de estragos da chuva. Mas logo vamos dar uma geral e entregar inclusive um laudo à Lesec com as condições do Sambódromoâ€, completa.