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Moradores reclamam de abandono do Sambódromo e da prática de motocross

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores do Núcleo Geisel estão reclamando das condições do Sambódromo que, pelo segundo ano consecutivo, não será palco do Carnaval, e da pista de terra localizada ao lado da passarela do samba, usada por adeptos do motocross.

O morador Carlos Ferreira relata que a área destinada ao público e barracas em dias de carnaval está tomada pelo mato e há lixo espalhado no espaço dos camarotes. “O Sambódromo nunca esteve tão abandonado. Como no ano passado já não teve Carnaval, ninguém faz manutenção”, afirma.

Uma outra vizinha da passarela do samba, que não quis se identificar, acredita que a melhor alternativa para manter o espaço bem-cuidado é realizar mais atividades no local. “O Sambódromo deveria ser melhor aproveitado, com mais eventos. Do jeito que está, só cria bicho e pode ser esconderijo de ladrão”, afirma.

Joseni Zanchetta Ferraz, que mora ao lado do Sambódromo, reclama do barulho das motos à tarde, durante treinos. “Todos os dias à tarde tem dois ou três motoqueiros treinando, fazendo um barulho danado. Está atrapalhando até minhas aulas”, diz ela que é professora de pintura.

A moradora ressalta que não é contra os treinos na pista, mas acha que Secretaria Municipal de Cultura deve estabelecer horários para o uso do espaço. Sérgio Losnak, secretário de Cultura, conta que recebeu uma reclamação sobre o barulho e que autorizou treinos apenas aos sábados e domingos à tarde.

De acordo com ele, quem estiver usando a pista em outros horários não tem autorização da Secretaria de Cultura. â€œÉ uma pista para jeep que está sendo usada por para treino de manobras radicais. Notificamos dois motoqueiros sobre os horários permitidos, mas um deles desapareceu”, diz.

Losnak comprometeu-se a notificar os usuários da pista sobre os horários permitidos para treino e orienta os moradores a acionar a Polícia Militar em caso de pertubação do sossego.

Já sobre as condições do Sambódromo, ele ressalta que o espaço está sob a administração da Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas (Lesec) desde novembro do ano passado. Ele conta, porém, que a prefeitura assumiu compromisso de fazer uma limpeza a manutenção do espaço.

O serviço ainda não foi feito, de acordo com Losnak, por questões de prioridades. “A Secretaria de Obras priorizou as reformas de escolas e creches no final do ano. Depois disso, a recuperação de estragos da chuva. Mas logo vamos dar uma geral e entregar inclusive um laudo à Lesec com as condições do Sambódromo”, completa.

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