Economia & Negócios

Economia & Negócios

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

• Barreira

O Itaú está decidido a barrar os planos do banco espanhol Santander de adquirir o BPI, o quinto maior banco de Portugal. Segundo o jornal português “Público”, o Itaú, que possui 12,5% das ações do BPI, não tem interesse em se desfazer dessa participação. A relutância do banco brasileiro e de outros acionistas do BPI deve atrapalhar o Santander, que, segundo o semanário “Economic” estaria estudando a compra da instituição portuguesa.

• UE

Ainda de acordo com o jornal “Público”, o Itaú teria um interesse estratégico de permanecer com participação ativa em bases na União Européia e, por isso, já teria descartado a hipótese de se desfazer da participação. Além disso, o relacionamento do banco brasileiro com os demais acionistas do BPI seria “excelente”.

• Vôo

A TAP - empresa de viação aérea portuguesa - obteve um crescimento de 8,9% no tráfego de passageiros durante 2002, em comparação com o período anterior, e ainda uma elevação de 6,6% de sua capacidade. O comportamento vai na contramão do que vem ocorrendo com a maioria das grandes companhias aéreas européias. No conjunto da Association of European Airlines (AEA) o tráfego de passageiros caiu 4,6% o ano passado.

• Em queda

Das 30 empresas que compõem atualmente a AEA, e à exceção da BMI British Midland e da Jugoslav Airlines, a TAP (entre as maiores) foi quem registou o melhor comportamento do total. Em 2002, a Air France viu o seu tráfego de passageiros aumentar apenas 2,9%, na Alitalia o tráfego teve queda de 18,3%, na British Airways a queda foi de 4,1%, na Ibéria a descida foi de 2,1% e na Spanair a o registro foi de menos 23,6%.

• 11 de Setembro

De acordo com o secretário-geral da AEA, Ulrich Schulte-Strathaus, o ano de 2002 foi “muito difícil” para as companhias aéreas européias, diante da perda da cobertura de seguros após o 11 de Setembro de 2001, do aumento dos custos e do esforço muito maior na área de segurança. Por outro lado, os impactos negativos foram limitados pela maior ocupação em menos vôos.

• Gol

No Brasil, o Departamento de Aviação Civil (DAC) aprovou ontem a venda de 20% das ações com direito a voto da companhia aérea Gol. A proposta de aquisição é da AIG Capital Partners, empresa ligada à seguradora norte-americana AIG, uma das maiores do mundo. A AIG Capital Partners vai pagar US$ 26 milhões para Constantino Júnior, presidente da Gol.

• Cade

A negociação da Gol ainda precisa passar pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A aquisição de ações da empresa pela AIG Capital Partners gerou polêmica no mercado, pois a empresa também é dona da ILFC, empresa que aluga aviões para a Varig - e que, recentemente, arrestou um deles em Paris.

• Alca

A proposta inicial dos EUA para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que prevê a eliminação das tarifas para produtos têxteis em cinco anos, deixou entusiasmados representantes do pólo têxtil de Americana (SP), responsável por cerca de 80% da produção nacional de fios sintéticos. Para Mário Zocca, presidente do Sindicato de Tecelagens de Americana e região (Sinditec), a proposta representa uma chance de recuperação para as empresas brasileiras.

• Concorrência

No pólo de Americana, que abrange cinco cidades, a cadeia produtiva têxtil emprega cerca de 40 mil pessoas e reúne 700 fabricantes de tecidos planos e fibras artificiais e sintéticas, segundo estimativas do Sinditec. Só em Americana, o setor têxtil movimenta 60% do PIB do município. Nos últimos três anos, porém, a região perdeu cerca de 35% da sua produção para a concorrência da Coréia do Sul e de Taiwan.

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