Cultura

Autora bauruense também é indicada para Prêmio Jabuti

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A obra “Metrópole e Cultura” da autora bauruense Maria Arminda do Nascimento Arruda foi indicada anteontem ao Prêmio Jabuti 2003 na categoria ciências humanas. Conforme divulgado ontem pelo JC, o jornalista Lucius de Mello, autor do livro “Eny e o Grande Bordel Brasileiro”, também está na disputa, só que na categoria reportagem/biografia.

Organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), desde 1959, o prêmio é o mais importante do mercado editorial brasileiro. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Universidade do Sagrado Coração (USC), o livro da professora Maria Arminda foi selecionado entre mais de 2 mil inscritos no concurso deste ano.

A próxima etapa do concurso acontece no próximo mês, quando serão revelados os três vencedores de cada uma das 16 categorias, além das premiações especiais.

A obra, publicada pela Editora da Universidade do Sagrado Coração (Edusc), aborda a história cultural da cidade de São Paulo num período vital de sua evolução - o período pós Segunda Guerra Mundial - e situa os principais movimentos culturais do período, desde o Modernismo até o Concretismo, num contexto que insere elementos sociológicos mais amplos.

O tema central é a busca da articulação entre o processo de metropolização da cidade de São Paulo, que ocorre, sobretudo no período pós Segunda Guerra Mundial, e o aparecimento de linguagens da cultura moderna, porém diferentes das linguagens culturais do Modernismo dos anos 20.

A obra mostra que em meados dos anos 40 se desenvolveram em São Paulo linguagens da cultura, como o teatro, o cinema e a ciência. A autora analisa como foi possível emergir no processo de urbanização da cidade uma cultura cuja proposta rompe as fronteiras nacionais e, nesse sentido, apresenta um caráter histórico específico: uma cultura histórica como fruto do progresso, uma cultura da racionalidade.

O tema principal do livro é a busca de articulação entre a metropolização e o desenvolvimento da cultura ou das linguagens modernas de vanguarda do meio do século.

Concorrem com Maria Arminda: Eliane Robert Moraes (“O Corpo Impossível”), Boaventura de Souza Santos (org.) (“Democratizar a Democracia”), Elio Gaspari (“A Ditadura Escancarada”), Alberto da Costa e Silva (“A Manilha e o Libambo”), Isleide Fontenelle (“O Nome da Marca”), Douglas Santos (“A Reivenção do Espaço”), Angela Gomes, Dulce Pandolfi, Verena Alberti (coord.) (“A República no Brasil”), Candido Malta Campos (“Os Rumos da Cidade”) e Paulo Miceli (“O Tesouro dos Mapas”).

Comentários

Comentários