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HAC de Jaú trata doença óssea rara

Da Redação
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Jaú - O Centro de Terapia da Dor e Medicina Paliativa do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú já está realizando o tratamento de uma doença óssea, anteriormente incurável: a osteogenesis imperfecta que gera fragilidade óssea em crianças, ocasionando múltiplas fraturas (braços, pernas, bacia etc) antes mesmo delas começarem a andar.

Segundo o chefe do serviço, o médico Antônio Carlos de Camargo Andrade Filho, “as fraturas vão se tornando frequentes, geralmente a partir dos dois anos, quando as crianças começam a andar, a se socializar, obrigando-as a ficarem restritas ao leito e à cadeira de rodas”.

Até dois anos atrás a osteogenesis imperfecta não tinha cura. “Havia apenas tratamentos paliativos”, afirmou o médico, citando os engessamentos e cirurgias ortopédicas, normalmente utilizados.

Há registros de uma criança submetida a dez cirurgias ortopédicas num único ano. Além disso, dependendo do número de fraturas e se houver acunhamentos vertebrais e compressões pulmonares, a doença pode levar o paciente à morte.

Esse quadro começou a mudar com o avanço de pesquisas sobre a osteoporose, doença que acomete geralmente mulheres acima de 50 anos. Paralelamente aos estudos, descobriu-se a cura da osteogenesis.

Segundo informações do médico Antonio Carlos, uma droga que o Hospital Amaral Carvalho usa em testes para osteoporose grave e que também é empregada em casos de câncer, passou a ser usada pelo serviço do professor Pedro Henrique Correa, chefe do Grupo de Metabolismo Ósseo do Hospital das Clínicas (USP-SP) para o tratamento da osteogenesis.

O protocolo da pesquisa foi cedido ao Centro de Terapia da Dor e Medicina Paliativa do HAC, e a droga (papidromato) disponibilizada às crianças portadoras de osteogenesis.

Conforme o médico do Amaral Carvalho, após quatro doses do medicamento, ocorre o “enrijecimento ósseo e a criança volta a ter vida normal”.

O papidromato é aplicado através do soro, uma vez por mês, e as crianças tratadas são monitoradas para assegurar o funcionamento normal de órgãos como fígado e rins, além de avaliados os níveis de cálcio e fósforo do sangue.

Atualmente, quatro crianças na faixa de 9 a 10 anos estão recebendo o medicamento no HAC. Embora a droga seja de alto custo (R$ 800,00 a R$ 900,00 cada frasco), está sendo aplicada gratuitamente.

Ainda segundo o médico Antônio Carlos, os resultados obtidos até o momento têm sido animadores. “As crianças, após o fim do tratamento, serão submetidas à reabilitação com hidroterapia, devendo levar uma vida normal”, explica.

Exemplo

“Quero sair correndo por aí”. Foi com essa frase que o garoto Wellington Tagiarioli, 10 anos, resumiu a ansiedade pelo fim do tratamento. Com um gesso na perna, ele contou que as fraturas começaram quando tinha 2 anos.

A dona de casa Fátima Regina do Espírito Santo Tagiarioli, mãe do garoto, contou que o marido apresentou a doença na infância e, por isso, quando as fraturas começaram ela procurou ajuda médica rapidamente.

Agora, Fátima Regina está empenhada em divulgar a cura da doença “para que outras mães aflitas, como eu, tenham esperança e possam tratar os filhos o mais rápido possível”. As informações são do Núcleo de Comunicação Corporativa Fundação Hospital Amaral Carvalho.

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