Saúde

Prática garante coordenação e mobilidade

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

A prática do método de Pilates permite ao indivíduo adquirir maior capacidade de coordenação de seus movimentos. Isso significa estar ciente tanto do que se está fazendo com cada parte do corpo, quanto do que se pretende fazer.

Lynne Robinson e Gordon Thomson, autores do livro “Body Control - Using techniques developed by Joseph H. Pilates”, explicam que essa função é controlada pelos nervos sensoriais, espalhados por todo o corpo. Eles registram tudo o que acontece com ossos, músculos e articulações e enviam ao cerebelo - região do cérebro responsável pelo controle dos movimentos, coordenação e postura.

Graças a estes nervos, o indivíduo é capaz de processar não só onde ele está no espaço, como também onde esteve e onde estará. Para desenvolver a coordenação é preciso “ouvir” atentamente cada uma destas mensagens e interpretá-las. Só assim o sistema nervoso central poderá escolher a melhor combinação de músculos e outras estruturas para agir.

“No começo, é um trabalho de tentativa e erro. Mas conforme o movimento vai ficando mais familiar, você passa do estágio desajeitado e deselegante para um movimento mais refinado. O processo de aquisição destas habilidades, o treinamento da mente e os canais de comunicação vão mantê-lo na posição correta para tudo, não somente durante os exercícios”, defendem.

Segundo eles, o método de Pilates foi desenvolvido para aumentar o nível de controle do corpo gradualmente. Em princípio pode parecer impossível pensar em tantas coisas ao mesmo tempo: levantar a perna, alinhar a coluna, flexionar os pés e esticar o pescoço, por exemplo. “Felizmente a coordenação pode ser aprendida. Os exercícios vão, em pouco tempo, recolocá-lo no banco do motorista”, garantem.

Os autores usam o termo recolocá-lo partindo do princípio de que movimento é sinônimo de vida. Eles salientam que o corpo humano foi projetado para se mexer confortavelmente e isso pode ser facilmente observado nas crianças. O problema é que conforme elas crescem, o esqueleto passa a ter cada vez menos oportunidade de se movimentar, sendo submetido às mais diferentes situações de estresse e paralisia.

Robinson e Thomson comentam que a partir dos cinco anos de idade, as crianças são forçadas a permanecer sentadas e quietas - apesar da inquietação ser mais natural do que ficar inerte atrás de uma mesa.

“Quando foi a última vez que você saiu brincando e pulando só pela diversão de fazê-lo? Nossos corpos perdem essa liberdade espontânea. As lesões ocorrem quando nós tentamos reviver nossa juventude ou iniciar um esporte porque nós não mantivemos nossa forma física”, destacam os autores.

Eles afirmam que os exercícios baseados na técnica de Pilates permitem que o praticante realize uma larga escala de movimentos, principalmente aqueles que não são feitos no dia-a-dia. Os exercícios pretendem restaurar a saúde e capacitar o indivíduo a brincar e pular sempre que quiser, com segurança.

Os autores do livro defendem que ao retomar certos movimentos, o corpo desperta memórias e traz de volta sentimentos vividos muitos anos atrás. Para eles isto é parte muito importante no processo de cura.

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