São Paulo - Enfim, a comissão técnica do São Paulo pode respirar aliviada. Será? O treinador Oswaldo de Oliveira, na corda bamba desde a desclassificação do time no Campeonato Brasileiro do ano passado, não está muito confiante nisso.
Mesmo após a importante vitória no clássico de sábado contra o Santos, por 2 a 1, resultado que reavivou as chances são-paulinas no Campeonato Paulista - o time depende apenas de um empate, domingo, contra o Santo André, para ir às quartas-de-final -, Oswaldo sabe que sua estabilidade é momentânea.
“Se (o São Paulo) perder novamente, o Oswaldo está ameaçado de novoâ€, admitiu ontem o treinador, irritado com as críticas dos dirigentes (encabeçadas pelo vice-presidente do clube, Márcio Aranha).
O técnico não se esqueceu, no entanto, de agradecer mais uma vez o apoio dos jogadores. “Estou feliz porque tenho unanimidade entre meus atletas. E também estou triste por passar momentos ruinsâ€, disse.
O técnico são-paulino comparou a pressão que vem sofrendo por parte de dirigentes e conselheiros do clube a um estado de guerra. “Quando eu fui ao Líbano (na década de 80), havia um estado de guerra. Mas as pessoas continuavam tocando suas vidas. Quando ouviam tiros, elas se escondiam e depois retomavam a vida normalâ€, disse o treinador, ainda nos vestiários da Vila Belmiro.
Com 10 pontos no grupo 2 do Campeonato Estadual, o São Paulo jogará suas chances de classificação à próxima fase do torneio no próximo domingo, em casa, contra o Santo André dependendo apenas de suas próprias forças. Até lá, porém, Oliveira e seus comandados passarão por nova prova de fogo.
Na quarta-feira, o time estréia na Copa do Brasil, contra o São Raimundo, em Manaus. Um bom resultado na capital amazonense é vital para tranquilizar de vez o ambiente. Primeiro porque o torneio nacional, que dá ao campeão vaga na Taça Libertadores da América, é considerado a prioridade são-paulina no primeiro semestre. Depois, porque isso sufocaria uma eventual pressão na partida decisiva de domingo.