Política

'Se por telefone ele falou isso, imaginem pessoalmente...'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Logo após colocar no ar a gravação do diálogo que manteve com o vereador José Humberto Santana (PV) - que ocupou os dez minutos a que tem direito na tribuna livre -, Osvaldo Paquito (PPS) fez o seguinte comentário: “Se por telefone ele (Santana) falou isso, imaginem pessoalmente.”

Paquito justifica que se utilizou do expediente da gravação porque se sente ‘injustiçado’. “E até um pouco perseguido. Como é que se abre uma CEI, se inclui um vereador por tabela e não dá a ele o direito dele se explicar?”, questiona.

O parlamentar lembra que tudo o que foi apurado na CEI das compras sobre as denúncias imputadas a ele foram encaminhadas espontaneamente pelo próprio vereador.

“Deixei a CEI, embora pudesse ter ficado. Tentei esclarecer meu fato decentemente”, diz. Paquito conta que esperava uma convocação da comissão de investigação para esclarecer as denúncias de irregularidades das quais é acusado.

Ele depositou na sua conta bancária um cheque da Câmara Municipal emitido pela empresa Volare Comércio e Obras Ltda., de propriedade de uma cunhada e de um sobrinho.

“Intencionalmente, não quiseram me ouvir. Diversas vezes me coloquei à disposição. Me disseram que meu caso era bobo. Aí fiquei surpreso com o relatório. Fiquei esperto para entender que eles (membros da CEI) estavam predestinados a me incriminar sem o direito de defesa.”

Para Paquito, “todos” na Câmara têm “cara de santinhos”. “Mas todos têm culpa no cartório. Não adianta falar na tribuna que não tem. É só investigar. Sabemos de muita coisa aqui dentro”, avisa.

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