Polícia

17 presos são removidos do Cadeião

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de enfrentar a primeira rebelião do ano, registrada na madrugada de segunda-feira, o delegado titular da Cadeia Pública de Bauru, Roberval Fabbro, transferiu 17 presos. Eles foram encaminhados, ontem e segunda-feira, para penitenciárias e centros de detenção da região.

De acordo com o delegado Seccional de Bauru, Antonio Angelo Ciocca, os detentos mais problemáticos, os que organizaram o motim, já foram removidos. “Só um deles continua em Bauru porque tem uma audiência marcada no Fórum. Os outros já deixaram a cidade, sendo que nove na segunda-feira e oito hoje (ontem)”, explica. Como estava numa reunião, não soube precisar para quais municípios foram transferidos.

Com os 17 presos a menos, a população carcerária diminuiu, embora ainda esteja acima da capacidade do prédio, que foi projetado para receber 70 homens. Ontem, 151 estavam detidos, 21 a menos que no dia da rebelião.

Mesmo assim, a acomodação é difícil porque três celas das 15 existentes foram interditadas devido à proporção dos estragos provocados na segunda-feira, quando os rebelados atearam fogo em colchões para que a polícia não entrasse no local.

Segundo Ciocca, até hoje pela manhã a situação voltaria à normalidade, pois os reparos serão concluídos. “Não dá para estimar custos. Recuperamos paredes e o ferrolho das celas. Disponibilizamos colchões que tínhamos como reserva. Não vamos fazer grandes investimentos porque o Cadeião está com os dias contados”, esclarece o seccional.

O governo do Estado pretende desativar a cadeia pública e transferir seus serviços para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, que está sendo construído nas proximidades do Instituto Penal Agrícola (IPA). Para Ciocca, a previsão é de ele seja entregue em março. O prédio terá capacidade para 768 detentos.

Roubo

Um inquérito foi aberto para apurar um roubo durante o motim. Informações prestadas pelo delegado Seccional dão conta de que o único refém da rebelião, o frei capuchino acusado de atentado violento ao pudor contra um menor, Tarcísio Tadeu Spricigo, teve o relógio subtraído.

O pertence foi localizado entre os objetos pessoais de um preso que foi transferido de Bauru, apontado como um dos organizadores da rebelião.

Ele e outros amotinados teriam iniciado a confusão porque duas tentativas de fuga foram frustradas. Uma na madrugada de sábado, quando um túnel escavado numa das celas foi descoberto, e outra na noite de domingo, quando a porta de uma cela foi serrada.

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