A partir da próxima semana, Sérgio Branco poderá deixar o comando da subdelegacia regional do Ministério do Trabalho (MT) em Bauru e voltar a ocupar a função de auditor médico do órgão. Coordenador da pasta desde 1995 e auditor concursado desde 1985, Branco confirmou ontem que colocou o cargo à disposição da nova diretoria estadual.
O subdelegado vê como natural a colocação da chefia à disposição. “Com a mudança política e a ascensão ao cargo dos indicados para o novo governo, é absolutamente natural o pedido de exoneração da função de subdelegado. A troca de governo abre espaço para a possibilidade de alteração nos cargos indicados pelo novo grupoâ€, cita.
Ele salienta que não é a primeira vez que isso ocorre. “Coloquei a função de subdelegado à disposição da diretoria estadual assim como ocorreu nas transições dos últimos governos. Agora, novamente assinei o pedido e estou à disposição para retomar as funções de auditor médicoâ€, menciona.
Sérgio Branco comenta que não houve restrição ao seu nome diante das lideranças petistas. “Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) que compõem o novo governo em Bauru expuseram que não têm nada a opor ao meu trabalho à frente da subdelegacia, mas que a articulação pela mudança no cargo é uma posição políticaâ€, explica.
Ele acha legítimo o posicionamento. “A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defende a indicação de outros nomes de acordo com suas diretrizes e é legítima a postura da central sindical diante do novo governo. Acredito que desempenhei um bom papel na subdelegaciaâ€, cita.
Sobre possíveis indicados para ocupar o cargo, Branco lembra que a CUT sugeriu dois nomes. O Sindicato da Construção Civil apóia José Eduardo Rubo o dos Eletricitários sugere Maria Rita Maringoni. “São funcionários de carreira, pessoas boas e competentesâ€, avalia.
Entretanto, não há nenhuma garantia de que a direção estadual vá utilizar as indicações para a escolha. A presidente municipal do PT, Estela Almagro, informou, há cerca de um mês, que os cargos de terceiro e quarto escalão do governo federal vão passar diretamente pelo ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. Já os cargos estaduais seriam discutidos pelas bancadas federal e estadual de deputados da legenda.