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IPMet lança balões para medir concentração de aerosol no ar

Da Redação
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O Instituto de Pesquisa Meteorológica (Ipmet) lançou ontem e anteontem balões que permitirão a medição da quantidade de aerossóis na atmosfera.

Um balão dará a volta ao mundo em 70 dias e enviará informações via satélite para os países participantes do projeto “Hibiscus”: Brasil, França, Inglaterra e Itália.

Buivan Andrés, coordenador do projeto no Brasil, explica que o balão tem de ser lançado à noite porque a radiação solar esquenta o hélio, o gás que preenche o balão, que pode explodir se lançado durante o dia. À noite, o balão tende a descer e, com o nascer do sol, consegue alcançar a altitude necessária para sua jornada ao redor do Planeta.

O balão de gás hélio é de difícil controle na descida, por isso os coordenadores do projeto têm somente uma previsão sobre o destino final do balão meteorológico. A maioria dos balões cai nos oceanos. O último lançado caiu na fronteira entre Brasil e Argentina.

O projeto começou em 1995, com o lançamento de um balão que furou. Oito anos depois, o “Hibiscus” traz resultados positivos e importantes para a preservação da camada de ozônio. Os dados recolhidos pelos balões serão cruzados com os dados dos centros de pesquisa participantes do projeto, e como resultado pretende-se obter um balanço sobre a situação da camada de ozônio na faixa tropical de Bauru, em escala mundial.

Os dados servirão também para a obsevação do prejuízo causado pela queima de biomassa na faixa tropical.

Segundo Buivan Andrés, os bauruenses devem se orgulhar do centro de pesquisas que possuem: “o mundo todo quer saber de Bauru”, diz. Bauru é considerado um dos principais centros de pesquisa meteorológica nos países tropicais.

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