Política

Conselho de Ética vai apurar a fita

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PV), vai determinar ao Conselho de Ética do Poder Legislativo que apure o diálogo mantido entre os vereadores Osvaldo Paquito (PPS) e José Humberto Santana (PV), gravado em fita e revelado na sessão legislativa da última segunda-feira.

A gravação foi feita por Paquito e traz insinuações de que outros vereadores também estariam envolvidos em possíveis irregularidades no que diz respeito a viagens.

“Vou pedir ao Conselho de Ética que interpele os vereadores Paquito e Santana para prestar esclarecimentos sobre o conteúdo da fita e a forma como ela foi gravada. Temos que ter tranqüilidade no nosso trabalho”, explica.

Purini acredita que será a oportunidade do fato ser esclarecido “de uma vez por todas”. “A opinião pública aguarda uma resposta”, diz o presidente do Poder Legislativo.

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) é o presidente do Conselho de Ética da Câmara, também composto por Majô Jandreice (PC do B), Toninho Garmes (PSDB), José Walter Lelo Rodrigues (PTB) e José Eduardo Ávila (PPB).

Agostinho explica que assim que receber o pedido de Purini, vai convocar uma reunião do conselho para discutir a situação e os procedimentos que serão adotados para iniciar a apuração do fato.

“Vamos escolher um relator para o caso. E dependendo do teor da mensagem que nos será enviada pelo presidente da Câmara, estaremos analisando quais as medidas que serão tomadas”, relata.

Ele adianta que Paquito e Santana serão convocados para prestar depoimentos. “Vamos analisar detalhadamente o conteúdo da gravação, assim como as declarações de ambos os vereadores na imprensa.”

O peemedebista conta que o Conselho de Ética é regido por um código de ética e decoro parlamentar. “Ele estabelece os limites das ações de cada vereador. No caso de infrigência dessas regras de ética e decoro, poderá ser aberto um processo disciplinar dentro do conselho”, diz.

Agostinho explica que o conselho pode também pedir a instalação de Comissão Processante. â€œÉ claro que haverá um procedimento previsto no conselho, que inclui também uma consulta ao plenário da Câmara Municipal”, finaliza.

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