A queda na produção de veículos (automóveis e comerciais leves e pesados) no Paraná, no ano passado, foi de 13,54% em relação a 2001, levando a uma diminuição na participação do segmento na produção nacional de 9,77% para 8,54%. A expectativa inicial era chegar a 12%. Por outro lado, a produção de máquinas agrícolas teve um incremento de 17,84%, fechando o ano com 12.200 unidades.
Os dados apresentados esta semana pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba mostram uma produção de 153.079 veículos no Estado, dos quais 138.490 foram automóveis.
Do total, 57.372 (62,5%) foram destinados à exportação.
Mesmo assim, o Paraná perdeu 6% em termos de exportação, se comparado com o ano anterior, enquanto a exportação nacional do segmento automotivo cresceu 5%.
O presidente do sindicato, Sérgio Butka, disse que a maior preocupação é com o futuro da Renault. No ano passado, ela teve uma queda de 34,30% na produção. Na próxima semana, o sindicato tem reunião com a diretoria da empresa para tratar de vários assuntos, entre eles a possibilidade de que um carro mais popular passe a ser produzido na fábrica de São José dos Pinhais. A unidade brasileira estaria disputando esse modelo com as do México e da Turquia.
A Volkswagen, que deve começar a produzir o Tupi em setembro, fechou o ano passado com queda de 3,74% na produção do Golf. A produção da Audi caiu 24,88%.
Talvez por esse motivo, as montadoras estejam de olho no mercado externo. Exportar ainda mais seria a saída para evitar uma queda maior na produção em 2003. Só no ano passado, 20% dos veículos produzidos no Brasil foram exportados.