Apostando no fator “personalidadeâ€, o Novo Clio da Renault chegou às concessionárias nesta semana, com motores 1.0 8V e 16V e 1.6 16V e nas versões hatch e sedan. Em relação aos modelos anteriores, as principais mudanças estão concentradas na parte externa do veículo, que ganha linhas mais jovens e agressivas.
As antigas nomenclaturas - RL, RN e RT - deixam de figurar, dando lugar às denominações Authentique (versão de entrada), Expression (intermediária) e Privilège (versão top de linha), referentes ao acabamento dos veículos, como o estofamento.
Os opcionais dos modelos, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos e freios ABS, também deixam de ser vendidos em pacotes fechados, com o objetivo de flexibilizar a venda.
Apesar das novidades para o consumidor brasileiro, inspiradas no luxuoso Renault Vel Satis, as mudanças chegam ao País com três anos de atraso em relação ao mercado europeu, onde o Novo Clio foi lançado em 2001.
De acordo com o vice-presidente comercial da montadora no Brasil e Mercosul, Dominique Maciet, a diferença de tempo entre os lançamentos reflete a “vida útil†dos modelos novos em cada mercado: de dois a três anos.
A mudança que mais chama a atenção no Novo Clio é a reestilização das linhas externas. O pára-choque dianteiro passa agora a vir na cor da carroceria, assim como a capa do retrovisor. O logotipo da marca ganha destaque na remodelagem, ao centro da grade estilo colméia. O conjunto ótico também ganha estilo mais moderno, com lentes transparentes.
O Novo Clio traz também três novas opções de cores (Azul Nautilus e Odissé e Verde Abysse), além das já existentes, demonstrando a preocupação da marca com o público jovem e fugindo da mesmice do cinza-metálico.
Por dentro, o lançamento da Renault oferece mais conforto ao motorista e aos passageiros, com visibilidade privilegiada e maior espaço interno. O porta-malas da versão sedan, de 510 litros, é um dos maiores da categoria.
O painel, por outro lado, embora mais bem acabado que o da versão anterior, apresenta composição e combinação de tons que podem desagradar aos mais exigentes. A seta, quando acionada, ganha um sinal sonoro curioso, mas que pode se tornar inconveniente após certo tempo.
____________________Potência
De acordo com a ficha técnica fornecida pela Renault, o Novo Clio tem ligeira melhora na potência. A versão 1.0 16V ganha 2 cv, passando de 68 cv para 70 cv. O motor 1.6 16V passa de 107 cv para 110 cv.
Com mais potência, a velocidade máxima dos veículos também aumenta: o Novo Clio 1.0 agora alcança 162 km/h, ante os 160 km/h anteriores. De 0 a 100 km/h, a versão hatch acelera em 14,5 segundos, e a versão sedan, em 15 segundos.
A versão 1.6 também tem um desempenho um pouco superior: a velocidade máxima atingida passa de 190 km/h para 192 km/h. O hatch acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos, enquanto o sedan leva 9,8 km/h.
De acordo com testes da montadora, essa versão é também bastante econômica. O consumo médio na cidade é de 11 km/litro, ao passo que na estrada o consumo é de 16,5 km/litro.
Na versão 1.0 8V, o atrativo do Novo Clio está na economia de combustível. O motor Propulsor D7D foi desenvolvido a partir do Twingo 1.2, exlusivo para o mercado brasileiro. Na cidade, o modelo tem uma média de 13,4 km/litro. Na estrada - vazio e sem ar-condicionado -, o carro atinge média de 18,5 km/litro.
O modelo 1.0 16V testado pela reportagem do JC teve um desempenho dentro do esperado, com as limitações próprias da motorização de 1 litro. Pontos positivos para o câmbio, de engate preciso e curto, e para a estabilidade, com suspensão leve e de trepidação mínima.
Já a versão 1.6 16V chama a atenção pelas respostas rápidas e pela sensação de segurança ao dirigir - sem levar em conta o air bag duplo de série. O Novo Clio mantém a velocidade em subidas íngremes e garante boa retomada. A direção hidráulica, em ambos os modelos, é bastante leve e precisa.