Mais uma vez, utilizo desta tribuna democrática para registrar as mais sinceras felicitações à juventude americana, que nesta semana acorreram às ruas para manifestar o total repúdio ao governo Bush, manifesto este de indignação às medidas do governo atual em atacar o Iraque. Fico feliz em saber que a juventude, mais uma vez, mostra o seu comprometimento com as causas públicas e espero que tanto a juventude do Brasil quanto as demais juventudes conduzam o mundo a uma paz concreta. Os EUA preparam-se para um conflito contra o Iraque. Desta vez os norte-americanos usam como desculpas para atacar e praticar terror o fato deles imaginarem que no território iraquiano contenham armas biológicas, químicas e nucleares, ou seja, armas de destruição em massa. Os americanos alegavam o fato que o Iraque não permitia que os fiscais da Organização das Nações Unidas (ONU) verificassem se realmente no território do ditador contenha armas de destruição em massa.
Mas agora que Saddam Hussein permitiu a fiscalização dos inspetores da ONU, ninguém duvide que os americanos usarão de outro artifício para entrar na guerra e causar mais terror. Lógico que Saddam Hussein não é nenhum santo, mas entretanto, o senhor Bush tem de analisar o seguinte assunto que é de relevância em todos os sentidos imagináveis que é a criança, pois atacar um regime é uma coisa, outra coisa é atacar uma nação composta por crianças, jovens e adultos. Sem duvida nenhuma, no transcorrer de uma guerra as crianças são as que mais sofrem.
Décadas atrás, os próprios americanos financiaram e conduziram o Saddam ao poder no Iraque implantando o regime atual. Porem, hoje os dois brigam entre si. Os EUA, o país rico e desenvolvido, entram na guerra para obter lucros e principalmente de olho no petróleo iraquiano, já o Iraque luta pela soberania de sua nação. Aliás, faço-lhes uma pergunta, amigos leitores. Quem tem que repudiar ou aplaudir o atual regime não é o povo iraquiano? Creio eu que a diplomacia seja a melhor opção, guerra mesmo só em última instância, quando não houver nenhuma saída.
E caso você ainda esteja perplexo com os americanos que vieram a falecer nos ataques terroristas de 11/09/01, no Word Trade Center e no centro de inteligência americana o pentágono, preste atenção, pare, analise e reflita um pouco o que irei descrever nas linhas abaixo. No último século, quem mais praticou terror foram os próprios americanos. Vejamos. Em 1991, com o Bush pai na presidência dos EUA, ele ordenaria que atacasse o Iraque na chamada Guerra do Golfo, matando, aliás, matando, não, executando mais de 80 mil civis iraquianos. Olha, eu, com os meus 19 anos de vida, lembro muito bem a festa que os americanos fizeram pela vitória contra o Iraque.
No Oriente Médio, a intifada entre os palestinos e israelenses, conflito este em que Israel invadiu o território palestino e apropriou-se fraudulentamente das terras de um povo, roubou-lhes o direito a vida, estraçalhou a dignidade de uma nação, tudo isso com o aval dos americanos. E este conflito no Oriente Médio que só acontece por causa do interesse americano, no território palestino, considerando que ali é um ponto estratégico em caso de conflito. E vocês sabem quem financiam os israelenses contra os palestinos? Quem respondeu EUA parabéns, acertou. Os mais de 150 mil Japoneses mortos direta e indiretamente em Hiroshima e Nagazaki, também por ação direta dos americanos.
E mais uma, vez por causa de petróleo pelo menos 60 mil iranianos foram executados com armas e dinheiro fornecidas para Saddam Hussein, que até então era um dos grandes aliados americanos. A guerra do Vietnã, que deixou mais de 100 mil mortos, ou seja, um numero de vitimas 30 vezes superior ao ataque de 11/09/01.
Como podemos ver e chegar a humilde conclusão que os índices de periculosidade dos americanos é infinitamente superior aos dos terroristas, e que as tragédias que eles provocam são tão bárbaras e covardes como as dos outros. Não se combate o terrorismo provocando mais atos terroristas... (Mauro Sérgio dos Santos - Secretário da Juventude do PSDB - RG: 27.997.680-x)