Tribuna do Leitor

A feira do rolo e o rolo da Câmara Municipal


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Recentemente, li no JC que um vereador quer que a prefeitura regulamente a feira do rolo ou promova sua extinção. Fiquei até emocionado ao saber dessa preocupação do vereador com a feira do rolo, sendo que o que não falta na nossa Câmara é rolo. Van, Autocad, cheques, rolos etc. Se o problema é rolo, a câmara tem prioridade, porque seus rolos envolvem dinheiro do povo simples, honesto e trabalhador, e o da humilde feira do rolo, não. Eu viajei muito. Em diversos países, até de primeiro mundo, existem essas feiras. Em Paris, temos o “Mercado das Pulgas”, onde você pode comprar uma mamadeira usada ou um casaco de vison em perfeito estado por um décimo do preço. Em Buenos Aires, tem a Feira de San Telmo, no mesmo estilo, e em tantos outros países eu vi essas feiras. É evidente que na feira do rolo deve haver infiltrações, em todo lugar isso existe, na fiscalização dos camelôs, em SP, na fiscalização da Receita do Rio. Problema existe no mundo inteiro, vamos promover a extinção da fiscalização da Receita do Estado do Rio? Evidente que não. O máximo que a nossa feira do rolo pode fazer é de vez em quando encher o doutor J. J. Cardia, mas é só uma passada dele por lá e as coisas se normalizam no ato. Malandro não é bobo, se evapora. Creio que temos na cidade outros problemas gravíssimos esperando solução, a ponte do Mary Dota, o famoso viaduto, melhorar a UTI, o tratamento de esgoto, erosões, desemprego etc. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)

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