Nem só de chuva e buracos vive Bauru. Quem foi ao Teatro Municipal na quinta-feira pôde constatar que a cultura sobrevive às intempéries. Nessa noite, assistiu-se a uma apresentação belíssima do Coral da Luso, marcando seus três anos de atividades na vida artística bauruense, com toda “pompa e circunstância†a que tem direito. Os dedos precisos de Lucas Vital tocaram sonatas, prelúdios e improvisos e as mãos firmes da maestrina Sonia Berriel comandaram vozes, nos fazendo, por instantes, repensar a chuva, os buracos, a guerra, a violência: nada, nenhuma catástrofe natural ou humana pode apagar a beleza do momento catártico e mágico que a arte proporciona. Somos seres dotados de sensibilidade e deveríamos usá-la mais, a fim de tornarmos este mundo menos árido. Que esse coral encontre entre os empresários bauruenses o apoio para continuar sua empreitada cultural em nossa cidade, levando o nome Luso aos quatro ventos por muitos e muitos anos!... (Angela Elys G. Kiatake Bianchini - e-mail: angelysk@hotmail.com)
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