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• Escândalo da fita 1

Hoje faz uma semana que o escândalo da fita estorou na opinião pública, dando um sabor ainda mais amargo à crise de denúncias que envolve a Câmara de Bauru. A segunda-feira 17 de fevereiro amanheceu com o JC dando pistas da existência de uma fita e com a TV Modelo, na hora do almoço, veiculando, em primeira mão, os trechos mais comprometedores do intempestivo diálogo entre José Humberto Santana (PV) e Osvaldo Paquito (PV).

• Escândalo da fita 2

Os primeiros trechos levados ao ar pela TV local causaram grande impacto na opinião pública e reflexos imediatos na sessão do Legislativo que se iniciou logo a seguir, chegando ao ápice com a veiculação, na íntegra, de todo o diálogo, no qual Santana e Paquito tentam encontrar formas para escapar de Comissões Processantes e ainda lançam sérias suspeitas sobre todos os integrantes da Casa.

• Conteúdo e intenção

Nos dias da semana que se seguiram, os envolvidos direta e indiretamente com mais este vergonhoso caso tentaram desviar o foco das atenções do conteúdo da fita para a forma como ela teria sido gravada, como se o acessório fosse mais importante que o principal. No entanto, a CUT, as lideranças políticas e o povo em geral não se deixaram enganar e se pautaram pela gravidade do conteúdo e da iniciativa do diálogo, que revelaram intenções nada elogiáveis.

• Sem ilegalidade

E quanto ao acessório, nada indica que a gravação tenha sido efetuada dentro do prédio da Câmara e com equipamento público. Porém, como atesta um profissional de renome do Direito, cujo nome não vem ao caso, ainda que a gravação tivesse sido feita na Câmara, não haveria nada de ilegal nisso. Teria sido obra de um vereador, com equipamento que foi comprado para isso, e com finalidade de lançar luz nos subterrâneos da CEI das compras. Assim, dissipou-se rapidamente a cortina de fumaça, não sem antes sufocar muita mente pervertida por aí.

• Inferno astral

Pela primeira vez em sua história política de 107 anos, a Câmara Municipal de Bauru vota hoje, numa tacada só, a instalação de Comissões Processantes (CPs) para quatro vereadores: Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB), Osvaldo Paquito (PPS) e Milton Dota Jr. (PTB). O Poder Legislativo bauruense vive seu pior inferno astral. A exemplo da sessão passada, a de hoje promete muita tensão.

• Plena consciência

Circulou pelos bastidores da Câmara Municipal que o vereador Leandro dos Santos (PPS) teria votado errado no pedido de CP para o ex-vice-presidente da Casa, Roberto Bueno (PTB). Leandro votou a favor do pedido. Ele garante que seu voto foi dado na mais plena consciência. Questionado se vai repetir o voto, respondeu: “Estou avaliando documentos...”.

• Ninguém entendeu

Ex-integrantes da CEI das compras, os vereadores Luiz Carlos Valle (PSB) - que presidiu a comissão - e José Eduardo Ávila (PPB) - membro - votaram contra a instalação de CP para Bueno. Ninguém entendeu nada. Afinal, Valle presidiu a CEI e aprovou o relatório que pediu a Processante para Bueno. Ávila também aprovou a manifestação do relator quando de sua votação.

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