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Os milagres da anestesia


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Hipócrates, o indiscutível genitor da Medicina, afirmava sempre que “aliviar a dor era um exclusivo dom de Deus”. Naturalmente, todos o sabiam. Nem precisaria o famoso cientista fazer a pregação, considerando-se que dificilmente haveria outro alguém que conseguisse dar o devido alívio ao sofrimento dos seres viventes, naquela era infensos a qualquer recurso científico. Um dia, contudo, teria o Pai do Céu de colocar no mundo quem pudesse realizar o grande “milagre”... Foi, então, que em 1847 isso aconteceu, com a realização da primeira operação cirúrgica sem qualquer dor: o parto de uma criança! Generosamente, quis o Senhor que o primeiro milagre da espécie ocorresse beneficiando nada mais nada menos que a mulher, essa nossa mui querida irmã, que possibilita, através da delivrance, o contínuo crescimento da humanidade.

Coube aos cirurgiões ingleses Humprhey Crawford Long e James Simpson os primeiros resultados práticos obtidos pelos médicos contra a dor, embora no Oriente Médio a esperada Medicina já andasse mais perto da natureza, historiando as lendas indianas que um certo doutor Jivaka, ao lado de seu grande mestre, professor Pingala, tinha conseguido inventar vários remédios sedativos, extraídos de vegetais, ao mesmo tempo que ao Norte da China praticava-se a acupuntura e os orientais, desde 5 mil anos antes de Cristo, dedicavam-se ao uso rotineiro do haxixe e do ópio para o cogitado fim. “Mas os complexos equipamentos usados hoje em centros cirúrgicos para anestesias não são totalmente importantes e, sim, a eficiência do cirurgião quanto à boa aplicação dos encargos anestésicos”, afirmam especialistas modernos, para os quais “algumas reações dos pacientes circunstancialmente podem até levar à morte". "Por isso, antes do doente ser conduzido à sala de cirurgia precisa receber pré-anestésicos que os acalmem suficientemente”, explicam os experts, os quais conferem à anestesia importância extraordinária em qualquer tipo de operação, destacando que ela se tornou tão valiosa que dificilmente se dá conta do quanto seria penosa a vida sem a sua descoberta... O mundo não teria chegado até aqui... Foi, concorda-se, um descobrimento significativo, que abriu para a cirurgia como que um generoso clarão de madrugada, constituindo para os cirurgiões em geral uma garantia de operação sem plangência e para os pacientes certeza de perfurações sangüíneas, mas indolores. Ótimo! Não fosse assim!!! É a nossa opinião. (N. Serra, jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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