A disputa entre um grupo de oposição e a atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sindtran) continua. No final de semana passado, sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ao PSTU se manifestaram contra a demissão de três trabalhadores pertencentes ao grupo de oposição. Para o grupo, as dispensas tiveram caráter político.
Foram demitidos os motoristas Valmir Nonato, Moisés Estevão e Robinson Henrique, todos pertencentes à chapa de oposição a Elias Pinheiro, atual presidente do Sindtran. A alegação básica, segundo os funcionários, foi de excesso de quadro. As empresas rebatem que os três foram dispensados porque ingressaram com ação trabalhista.
A assessoria de imprensa que responde pelas concessionárias aponta que no setor privado não prospera nenhuma relação profissional onde uma parte recorre à Justiça ou ao Ministério Público para reclamar da outra parte. Segundo a assessoria, as ações fogem ao processo natural de negociação.
Mas sindicatos ligados à CUT, com o apoio do PSTU, criticam que a posição das empresas foi tomada para inviabilizar a chapa de oposição. “Achamos a posição truculenta e tomada com o objetivo de eliminar a chapa da oposição da disputa com o Sindtran. As demissões levam companheiros a ter que deixar a chapa, o que implicará em descumprimento do estatuto e retirada da oposição da disputaâ€, cita Iraci Borges, uma das sindicalistas que apoia o grupo.
Com as demissões, o grupo de oposição fica desfalcado, deixando de preencher o número mínimo de candidatos para uma chapa. A reclamação conta com o apoio das diretorias de sindicatos como os Bancários, Servidores, Adunesp, da CUT e de estudantes da Unesp (Dadica).
Outra reclamação feita pelo grupo é que o Sindtran estaria atuando junto com as concessionárias para impor sacrifícios adicionais aos trabalhadores em termos de horas trabalhadas.
Para as empresas, este tema diz respeito somente ao sindicato.