• Fisco
Um dia após anunciar que vai intensificar a fiscalização a empresas do setor imobiliário, ontem a Receita Federal divulgou que também apertará o cerco sobre as companhias importadoras. O motivo: reduzir fraudes, contrabandos e pirataria. A medida foi definida após um levantamento que mostrou que das 24 mil empresas que venderam para o Exterior no ano passado, 800 não haviam declarado Imposto de Renda em 2001. Mesmo assim, negociaram cerca de R$ 3 bilhões.
• Fiscalização
Outras 400 empresas, consideradas inativas, teriam movimentado R$ 62 milhões naquele ano. Segundo a própria Receita, o cruzamento de informações, como o da movimentação financeira com o total de importações, ajudará a identificar quais empresas estão agindo de forma irregular. Isso deve reduzir os gastos com a fiscalização que é realizada pelos agentes da Receita diretamente nos postos aduaneiros.
• Irregular
Aumentar a interação com Estados, Polícia Federal e Ministério Público também seria uma forma, na visão da Receita, de inibir as empresas de burlar o Fisco ou, até mesmo, de exportar itens proibidos. Entre os principais produtos irregulares que foram apreendidos no ano passado estão 8,3 milhões de CDs, na maioria das vezes vindos de países vizinhos ao Brasil e China. O Paraná é o Estado que mais preocupa a Receita.
• Recursos
Em apenas um dia de captação de recursos para o programa Fome Zero, ontem o fundo de renda fixa FIF Fome Zero, lançado pela Caixa Econômica Federal (CEF), arrecadou R$ 1,5 milhão e reuniu 219 aplicadores. Esse fundo repassará 2,5% ao ano do dinheiro investido ao programa de combate à fome do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo estimativas da CEF, se o ritmo for mantido será possível arrecadar R$ 33 milhões de patrimônio líquido no fundo já no primeiro mês.
• Consumo
O potencial de consumo da classe C no Brasil é cada vez mais alvo de empresas dos mais diversos segmentos. Um levantamento com foco nessa camada da população solicitado pelo setor industrial revelou um esforço dessa população para consumir, ainda que esporadicamente, produtos destinados à classe A. Entre as 59 categorias de produtos pesquisadas, o estudo constatou que o consumo da classe C é mais parecido ao das classes A e B que ao das classes D e E.
• Renda
Basicamente, a pesquisa - realizada pelo instituto Latin Panel/Ibope - mostra que as pessoas e famílias da classe C estão dispostas a experimentar marcas melhores, mas não conseguem manter a freqüência desse consumo em função de sua baixa renda. O segmento de bebidas registrou o maior aumento de participação na classe C entre 1998 e 2002, sendo que suco em pó e sucos prontos para beber tiveram o maior ganho percentual de penetração.
• Classe C
Feita em 6 mil domicílios, a pesquisa também indicou que na segunda fase do Plano Real - de 1998 a 2002 - a classe C foi a que mais cresceu. Atualmente, já é considerada a categoria com maior potencial de consumo do País. Em termos de valor, o consumo do grupo pesquisado aumentou 34,1% na comparação entre 1998 e 2002. O consumo das classes A e B cresceu quase na mesma proporção neste período: 35,2%. As classes D e E representam 42% dos municípios brasileiros.
• Queda
A pesquisa mostra um quadro de ascensão social no período compreendido entre 1993 e 1996, a partir de quando a classe C teve um incremento em termos de população. Contudo, essa mesma classe passou a registrar quedas no consumo desde outubro de 2002. Isso porque o preço é o que mais influencia a dona-de-casa dessa categoria na hora das compras. Diante dos aumentos desenfreados de preços registrados nos três últimos meses do ano passado - e que ainda repercutem -, torna-se desnecessário detalhar aqui as razões dessa queda no consumo.