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Chave da vida moderna


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Têm sido divulgados com destaque acidentes seríssimos, envolvendo adultos e menores, que despencam de elevados andaimes deste ou daquele arranha-céu e conseguem sair-se totalmente ilesos, quase tão bons como de onde caíram. Quem lê as notícias se impressiona com os detalhes e nem consegue imaginar quantas voltas as pessoas teriam sido levadas a dar no ar até atingirem o solo ou alguma proteção térrea do edifício. Normalmente, as notícias informam que as vítimas foram salvas por camadas de terra ou asfalto ali deixadas, pouco tempo antes, por algum caminhão ou outra viatura, ou mesmo tido a grande sorte de se projetar suavemente sobre a capota de certo veículo, que ocasionalmente se encontrava lá embaixo, no meio-fio da rua, ou sobre a macia lona existente na entrada dos prédios. Mas os informes vão além, acrescentando a verdadeira causa graças à qual foram as pessoas salvas milagrosamente, como a que se pode debitar à Divina Providência, invocada no trajeto da queda e que, através dela, haviam logrado escapar do pior. E se pergunta: teriam sido mesmo as orações o que teria resultado na salvação das vítimas, embora muitos leitores, atendo-se aos atuais tempos modernos, considerem que estão vivendo numa declarada guerra de ciência e tecnologia e não de uma milagrosa Providência Divina? A maioria acha a PD inteiramente viável, refutando as afirmações segundo as quais as antigas histórias sobre os milagres da Providência possam ser inexatas. Têm-se, por aí, tantas manifestações positivas das orações, dando testemunho de que a ciência e a técnica quase não realizam o que delas se espera para promover, em benefício dos seres, um autêntico “happy end” - final feliz. É de se convir, então, em que a Divina Providência seja a única chave existente para se compreender a realidade dos avanços da vida moderna, que podem colocar à disposição da humanidade o paraíso da terra e tendem, por outro lado, a livrá-la dos perigos das corridas com satélites, foguetes e naves espaciais, que se constituem em meios de destruição, ameaçando a paz do mundo atual e prendendo o homem em grades e fortes algemas penitenciárias, como afirmam geólogos e historiadores, os quais emolduram sua filosofia lembrando que “pelos caminhos da vida é preciso distribuir-se bondade, dizendo a todo passante que a paz e a felicidade estão logo ali adiante”... É também a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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