Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Privatizações

O novo governo parece estar realmente preocupado e empenhado em discutir sobre as privatizações. Após longas discussões, na semana passada, sobre os efeitos do sistema privatizado no setor de energia elétrica - já que apesar dos reajustes de tarifa as companhias energéticas estão enfrentando um colapso financeiro -, nesta semana o ministro das Comunicações, Miro Teixeira, defendeu na o fim da indexação nas tarifas cobradas pelas operadoras de telecomunicações.

• Esgotado

O sistema é utilizado para definir o reajuste de preços no setor desde a privatização do setor em 1998, mas a posição do atual ministro é acabar com a indexação porque a economia brasileira está desindexada. As declarações do ministro foram feitas após a divulgação na imprensa de um documento com fortes críticas à privatização da telefonia, afirmando que o modelo adotado se exauriu.

• Críticas

O índice usado para reajustar as tarifas do setor de telecomunicações é o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna), mas esse modelo vem sendo criticado pelo presidente Lula por carregar um peso muito grande da desvalorização do real diante do dólar. O presidente da República também tem feito críticas severas às agências reguladoras de serviços públicos - como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

• Sem barreiras

Finalmente, a Argentina terá que retirar as barreiras ao frango brasileiro. Anteontem, a Organização Mundial do Comércio (OMC) concluiu, num relatório preliminar, que o governo de Buenos Aires viola as regras internacionais ao aplicar uma medida antidumping (o dumping é caracterizado quando o exportador vende seu produto para o Exterior com preço inferior ao cobrado no país de origem) contra o produto no Brasil.

• Dumping

O problema começou em 2001, quando foi imposto o protecionismo pela Argentina. Diante da insistência do país vizinho em manter a barreira, o Brasil decidiu levar o caso a julgamento na OMC. O governo argentino alegou que fez isso após constatar prática de dumping pelos exportadores brasileiros. Mas o Itamaraty argumentou que essa prática não existia e não provocava danos aos produtores argentinos. O relatório definitivo da OMC deve sair em algumas semanas. Até lá, os argentinos poderão apelar.

• Finanças

O público infantil está na mira da Serasa, empresa especializada em informações de crédito que lançou neste mês uma revista que introduz a educação financeira no mundo infantil através de histórias em quadrinhos. Intitulada “Dinheiro não é brincadeira e elaborada pela educadora Cássia D’Aquino, a revista é direcionada para crianças de 7 a 11 anos e será utilizada como material didático-pedagógico nas escolas. Um manual de orientação ao professor acompanha a publicação, que será oferecida gratuitamente às escolas.

• Consumo

O objetivo, segundo a Serasa, é colaborar para o aprimoramento da discussão sobre trabalho e consumo, tema que vem sendo cada vez mais presente nas escolas. A revista traz histórias que abordam aspectos éticos e comportamentais envolvidos no ganho e uso do dinheiro, ensinando a criança a planejar os gastos e consumir de forma responsável. Se der resultado, além de levar ensinamentos importantes à garotada, os pais vão agradecer.

• Recorde

Boa notícia. O Porto de Santos encerrou o mês de janeiro com mais um recorde na movimentação de cargas. Com 3.613.542 toneladas, o mês passado foi o melhor janeiro em toda a história do porto, apontando crescimento de 6,6% em relação à sua melhor movimentação, ocorrida em 2002. No ano passado foram operadas 3.389.629 toneladas. Santos também permanece na liderança do ranking de valor comercial de cargas de exportação e importação na balança comercial brasileira.

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