Bairros

Reserva de áreas não garante equipamentos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Enganados estão aqueles que acreditam que a reserva de terrenos para construção de equipamentos públicos nos núcleos habitacionais garante a construção das unidades voltadas às necessidades da população. Muitas áreas institucionais permanecem durante anos sem utilização.

A moradora do Núcleo Gasparini Fátima Regina Nunes Afonso diz que o bairro está “rodeado” por terrenos da prefeitura que apenas geram mato e tornam-se acúmulos de lixo. “Tem terreno da Prefeitura que era para construir alguma coisa, mas virou área inútil”, reclama.

Ela sugere que nestes locais sejam construídos playground, pista para skate ou a sonhada sede do esporte clube do núcleo. “Até hoje não fomos atendidos”, enfatiza.

No Núcleo Bauru 2000 (Nobuji Nagasawa), a situação é semelhante. Os moradores estão cogitando a adoção de um terreno abandonado no bairro, onde deveria ter sido construída uma praça.

“Vamos fazer o projeto com alunos da Unesp e adotar a praça, com ajuda da comunidade”, diz Joel Isidoro da Silva, da associação de moradores.

A comunidade do Bauru 2000 pede também a construção da creche e da Emei do bairro, cujo terreno está vazio e ocioso, ao lado da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef).

Embora considere o Jardim Pagani um núcleo privilegiado, o presidente da associação de moradores, Wilson Brasil, também aponta problemas. O centro comunitário ainda está no papel. No local destinado à construção, há apenas um enorme vazio.

Ele também reclama da iluminação pública precária e conta que os moradores têm de recorrer a outros bairros quando precisam de atendimento médico.

A Prefeitura de Bauru constrói à medida do possível e de acordo com as maiores demandas. Não há prazos estabelecidos por lei. “A necessidade é muito maior que o recurso. Vai mais em função do recurso que da necessidade, infelizmente”, explica Maria Helena Rigitano, secretária municipal de Planejamento.

“Sempre vamos ter o problema da demanda crescente. Não está tudo solucionado, mas temos amenizado o problema”, diz a titular da pasta.

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