Ser

Minha história: Procura-se...


| Tempo de leitura: 3 min

Anderson, não sei muito bem por onde começar, mas convém iniciar do simples começo...

Não me lembro da data exata, só sei que não faz muito tempo, duas ou três semanas talvez, foi em um desses dias onde a única coisa que esperamos é o nada, mas de repente damos de cara como tudo e foi assim que nos encontramos pela primeira vez...

Eu estava na casa de meu tio que mora em Santelmo, Pederneiras, passando alguns dias quando você apareceu com esse seu sorriso encantador e me deixou assim...

Espero que você ainda se lembre de mim, apesar das poucas palavras que trocamos, afinal eu não consegui te esquecer.

Você sempre alegre e lindo. Os dias foram passando e aos poucos fui me acostumando com sua notável presença. Não demorou muito para que eu passasse a contar horas, minutos e segundos até você chegar. Mal podia esperar o momento em que sua pick-up prata parasse no portão pra que novamente pudesse ouvir o som da sua voz que me trazia tanta paz ao coração.

Você às vezes, me parecia triste. Não sei ao certo porque, mas me parece que seria por um amor perdido... Mas se choras por um amor, aqui estou eu disposta a enxugar teu pranto.

A última vez que nos vimos foi no dia 27/12, dias antes do Ano Novo chegar. Lembro-me que sairia de viagem com seu irmão, não me recordo do nome do lugar, só sei que não fiquei muito feliz.

Anderson, talvez você ame outra pessoa, mas sou uma pessoa muito persistente e quem sabe você esteja disposto a dar uma chance para sua felicidade. É por isso que estou aqui a te oferecer um pouquinho do meu imenso carinho. Não sei como te achar e é por isso que decidi escrever para essa coluna do jornal. Quem sabe você lê e aceite meu convite para ser feliz.

Sei que tudo isso parece loucura, absurdo, mas na vida tudo é loucura e tudo é absurdo. Você vive e por quantos absurdos já deve ter passado?

Não sei muito sobre você, nem sei se vai ler isso, mas se estiver lendo agora, quero que saiba que sou louca sim, mas uma louca autêntica que nunca nega o que sente.

Não é amor e nem paixão, é a solidão que me fez enxergar teu coração.

Eu nem sei sobre mim, como posso saber mais sobre você? Não sou perfeita, mas quem é? Talvez você seja.

Já errei muito, mas não me julgo incapaz de acertar, pois todos erram e sempre há esperanças pra quem acredita nos acertos da vida e eu acredito... Só espero que não seja mais um erro.

Anderson, o que eu sei sobre você é que você ama, é amado, mas não é compreendido.

Talvez tudo que escrevi aqui não te traga até mim, pois foram poucas as informações, mas eu tentei e já fico feliz por você existir e só de pensar que esteja lendo agora é como se você estivesse aqui comigo.

Sei que existem vários “Andersons”, mas poucos serão como você, aliás você é o único que foi capaz de me deixar assim.

Poucos “Andersons” ou talvez nenhum viveram tudo que acabei de escrever, sei que você vai saber que é o Anderson que eu procuro.

Ass.: Sua eterna admiradora Letícia

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