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No Corinthians, Gil pressiona para jogar

Por Da Redação | Com agências Estado e Folha
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Recuperado de contusão, o atacante Gil faz pressão sobre o técnico Geninho para poder atuar contra o Palmeiras, amanhã, pelas semifinais do Paulista. O atacante, que após duas semanas afastado por causa de uma lesão na coxa voltou a treinar com bola ontyem, foi liberado pelo departamento médico.

“O Gil está curado da contusão. Agora cabe ao Geninho e ao Moracy (Sant'Anna, preparador físico) a decisão de escalá-lo ou não”, disse o médico Paulo de Faria. “Eu estou pronto. Agora espero a decisão da comissão técnica”, disse Gil, que disse até ter sambado durante a folga de Carnaval. “Mas no domingo vim aqui para o clube treinar.”

Geninho não se comoveu com o apelo de seu principal atacante. Disse que só irá decidir pela escalação ou não do atleta no treinamento coletivo de hoje. “Nós não temos a volta dele definida. Amanhã (hoje), ele irá passar por um trabalho mais forte aí sim saberemos qual é sua real situação. Temos de fazer isso até para não corrermos o risco de precipitar a volta dele”, disse o treinador corintiano.

Geninho ressaltopu ainda que se o jogador tiver condições físicas será escalado. Ontem, Gil não participou do treino tático com os demais companheiros. Primeiro correu em volta do campo, depois fez alguns exercícios leves com bola. Caso o atacante seja vetado, o atacante Leandro deverá permanecer na equipe.

Ansiedade

Como costuma dizer o técnico do Corinthians, Geninho, não é preciso buscar motivação em véspera de clássico. “O jogo, por si só, é a melhor motivação que pode existir”, explica.

E o clima de rivalidade para a partida de amanhã chegou a tal ponto que a preocupação é impedir que a ansiedade afete o rendimento. “Às vezes a gente tem de segurar um pouco para evitar esse clima que marca os dias que antecedem o jogo.”

O curioso é analisar as razões de tanta expectativa. Em primeiro lugar está a eterna rivalidade. Pelo menos do lado corintiano, ninguém esconde que a equipe do Parque Antártica é o principal adversário, o time a ser batido. Ainda mais quando o arqui-rival vem embalado pela boa partida que fez diante do São Caetano.

“A chegada em uma final e o eventual título seria a melhor forma deles (palmeirenses) esquecerem tudo o que aconteceu no ano passado com essa história de rebaixamento”, explicou o treinador alvinegro.

No entanto, o que preocupa de fato são as conseqüências do resultado. Entre atletas, dirigentes e integrantes da comissão técnica há unanimidade: o ambiente vai estar diferente após a partida. A questão é saber se para melhor ou pior.

A vitória é encarada como fundamental não só para deixar o time mais perto da decisão estadual, mas sobretudo dar tranqüilidade na disputa da Copa Libertadores da América. A competição foi eleita como prioridade do ano e, por isso, já conta com dose extra de pressão e cobranças.

Já a derrota teria efeito contrário. “Até aqui os resultados do Paulista têm nos ajudado muito na Libertadores. esperamos que continue assim”, afirmou o atacante Gil.

Para demonstrar a importância que o clássico tem para o grupo, Vampeta revelou uma mania entre os jogadores. “O cara só é jogador do Corinthians depois de enfrentar Palmeiras, São Paulo e Santos. Então deixa de ser pardal para ser canário”, afirmou, em alusão ao conterrâneo Jorge Wagner, que participará de seu primeiro grande clássico paulista. Só não explicou o motivo de as denominações fazerem alusão a pássaros.

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