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Basquete - Sem descanso, Guerrinha retorna dos EUA e orienta treino do Bauru

David Cintra
| Tempo de leitura: 2 min

Após duas semanas na “meca” do basquete mundial - os EUA - o técnico do Bauru, Jorge Guerra, está de volta. O treinador, porém, não teve tempo sequer de descansar da viagem: chegou a Bauru no início da tarde e às 17h já estava na Panela de Pressão comandando treino da equipe, que enfrenta o COC, em Ribeirão Preto, nesta sexta-feira, pelo Campeonato Nacional.

O treinador chega com a dura missão de melhorar a posição da equipe na classificação. Por aproveitamento, o time ocupa a 14ª colocação. “Tem muita coisa pela frente, dá para recuperar. Mas temos que ter em mente que as outras equipes não estão fracas. Para classificar (entre os oito primeiros), calculamos que temos de ter 50% de aproveitamento (o time tem 33%). Pelas circunstâncias é justificável. O problema é que nós não temos equipe de sobra para tirar esta diferença”, analisa.

Para piorar, o técnico esperava contar com o pivô Brasília, uma das peças fundamentais do time. No entanto, o jogador que ficou afastado por mais de um mês, com uma fratura na mão, tirou o gesso na semana passada, mas teve de recolocar.

“Infelizmente o Brasília voltou a engessar o braço. Ainda não sabemos por que. Amanhã (hoje) temos uma reunião com o departamento médico para saber o que houve, já que todas as recomendações foram seguidas”, comenta o técnico, sem esconder uma certa irritação com a situação.

“Agora era a hora do Brasília começar a jogar. Ele faz um trabalho muito importante de infiltração. Não temos outro jogador para exercer esta função com a mesma eficiência”, analisa.

Guerrinha disse já estar colocando em prática algumas coisas que aprendeu no estágio de 14 dias nos EUA, onde acompanhou a equipe do Denver Nuggets da NBA, pela qual atua o pivô brasileiro Nenê. “Já usei algumas coisas hoje (ontem) em relação à defesa, que é um problema do nosso time. São movimentos de transição defensiva, ou seja, a volta para a defesa”, conta.

Guerrinha viajou juntamente com Lula Ferreira e Flávio Davis, da seleção masculina; Antônio Carlos Barbosa e Paulo Bassul, da seleção feminina e o superintende técnico da CBB, Luiz Antonio Rodrigues.

“O legal é que a gente pôde trabalhar em diversos níveis, como o basquete universitário, de onde saem quase todos os jogadores para a NBA. Também conversamos com todos os técnicos das equipes adversárias do Denver, como o Philadelphia, uma equipe de ponta, que tem o Larry Brown, técnico da Seleção Olímpica dos EUA. Inclusive, marcamos alguns amistosos contra eles (a seleção)”, conta Guerrinha.

“Para mim foi muito bom, pessoalmente e profissionalmente. Aprendi muitas coisas que vou aplicar aqui no Bauru Basquete. É claro que não é como comprar um remédio, chegar aqui e aplicar, são conceitos a serem desenvolvidos em prazos maiores.“

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