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Prefeitura pode ter uma equipe só para capinação

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A prefeitura de Bauru está estudando a possibilidade de contratar funcionários para integrar equipes que tenham como única atribuição a capinação de terrenos. A proposta partiu do secretário das Administrações Regionais (Sear), Arlindo Figueiredo, e está sendo estudada pelo secretário de Administrações, Luiz Freitas.

A Sear recebe diariamente uma média de 50 reclamações de moradores importunados com o mato alto, mas dispõe de apenas 176 servidores para executar serviços dessa natureza entre outros, como limpeza e pintura das guias, operação tapa-buracos, desobstrução de bueiros e manutenção de prédios públicos.

“Precisaríamos de quatro vezes mais funcionários para dar conta da demanda. Estamos estudando a possibilidade de contratar 20 funcionários por regional para fazer o trabalho. O prefeito já autorizou”, explica Arlindo.

Contudo, a secretaria das Administrações analisa uma maneira de acatar a reivindicação da Sear sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com ela, a despesa com a folha de pagamento não pode ultrapassar 54% da receita do município.

“A lei também estabelece um limite prudencial, que é de 51,3%. Hoje estamos com 50,7%. Portanto ainda não temos como dimensionar quantos servidores serão contratados. Além disso, estamos com outros concursos abertos”, alerta Freitas.

Enquanto a administração não chega a um consenso, parte dos munícipes continuará insatisfeita, como é o caso do presidente da Associação dos Moradores do Beija-Flor e Mary Dota, Roberto Lima.

Segundo ele, está muito difícil transitar pela calçada da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Mary Dota, entre as quadras um e dez.

“O mato está alto e as pessoas, muitas vezes mães e crianças, precisam transitar por ele. A situação também incomoda quem fica nos pontos de ônibus ou atravessa os canteiros centrais”, explica.

De acordo com Lima, a regional do bairro foi acionada várias vezes, porém o problema não é resolvido.

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Terrenos e casas

Queixas de terrenos baldios com mato alto também chegam diariamente à Secretaria do Planejamento (Seplan). De acordo com a chefe de fiscalização da pasta, Marilda Mello, cerca de 80 reclamações por dia são registradas.

“Só este ano foram 2 mil multas lavradas contra proprietários de terrenos que não fazem a manutenção. No ano passado foram 7.900”, explica.

Ela informa que as multas podem chegar até a 10% do valor venal do terreno. Mesmo assim, a penalidade não tem assustado.

Na quadra 7 da alameda Vênus, por exemplo, três terrenos abandonados têm tirado o sossego dos moradores.

“Já achamos cobra, aranha e escorpião. As crianças ficam brincando no mato sujeitas a qualquer acidente. A prefeitura alega falta de maquinário para nos ajudar”, desabafa o presidente da Sociedade Amigos do Santa Edwirges, Carlos Ferraz.

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