Eu, como cidadã bauruense que sou, e como estudante de administração pública da Unesp de Araraquara, mais uma vez me utilizo do Jornal da Cidade para falar de problemas que afligem a população de nossa cidade. Desta vez escrevo sobre o transporte público de Bauru. Apesar de ser uma cidade de médio porte, com mais de 300 mil habitantes, não possui terminal de integração nem bilhete único; além disso, mesmo sendo uma cidade com muitos universitários, não possui passe-estudante (meia passagem) para os alunos de terceiro grau (a meia passagem só existe até os 18 anos), e por fim o passe gratuito para idosos é só a partir de 65 anos (ou seja, um aposentado antes dessa idade é obrigado a pagar passagem). E mesmo assim, a passagem tem um alto valor (considerando-se o nível de benefício público proporcionado), ao custar 1 real e 20 centavos.
Comparada a outras cidades, vemos o quanto Bauru está atrasada. Araraquara, onde faço faculdade, mesmo sendo menor que Bauru, possui terminal de integração (portanto, pode-se pegar dois ônibus com uma só tarifa paga) e meia passagem para todos os estudantes. Em Mogi-Guaçu, na região de Campinas, onde reside parte da família de minha mãe, há gratuidade no transporte para todos os aposentados, independente da faixa de idade.
Um estudo feito e bancado financeiramente pela Emdurb constatou que o sistema de transporte bauruense está desafado e funcionando de forma não-racional, aumentando os custos para todos (prefeitura, empresas de transporte e população). Vemos isso muito bem quando esperamos por muito tempo um determinado ônibus em certas ocasiões, e em outras vemos duas ou três linhas se dirigindo praticamente vazias para uma mesma região. Baseado nesse estudo, a partir de abril se iniciará a implantação de uma modelagem que pretende melhorar o funcionamento do transporte público, diminuindo o tempo de espera dos usuários e a competição e sobreposição das diversas linhas. Havendo essa racionalização, a partir daí espera-se que ocorram discussões entre a Emdurb, as empresas transportadoras, o Poder Municipal e a população para buscar um sistema de integração de ônibus, sistema esse que deve ser muito bem discutido, seja se for feito através do bilhete integração ou com o terminal urbano. Portanto, cabe à população, maior interessada nesse processo, pressionar principalmente o Poder Municipal para que agilize as discussões. (Priscila Monteiro Esponton – RG 30.075.123-0)