Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Saldo

As vendas de veículos no varejo tiveram saldo positivo na primeira quinzena de fevereiro. Ao todo foram comercializadas 88.622 unidades, contra 84.534 unidades no mesmo período de janeiro. A alta é de 4,8%. O resultado superou em 22% as expectativas da Fenabrave (associação das distribuidoras). Pela previsão da entidade, nos primeiros 15 dias do mês passado seriam vendidos “apenas” 72.650 veículos.

• Populares

Já as vendas de carros populares tiveram uma discreta queda de 0,31%. Ao todo somaram 28.667 unidades na primeira quinzena de fevereiro, contra 28.775 no mesmo período do mês anterior. Comparando as duas primeiras quinzenas do ano, a participação de populares diminuiu de 64,3% para 64,2%. Por outro lado, as vendas de carros médios subiram 8,9%, passando de 14.648 unidades para 15.955 na mesma comparação. A participação dos carros médios aumentou de 35,7% para 35,8% no período.

• Acréscimo

O volume de vendas de automóveis na primeira quinzena deste mês totalizou 44.622 unidades, frente às 43.403 contabilizadas no mesmo período de janeiro. O acréscimo é de 2,8% nessa comparação. O segmento de comerciais leves registrou crescimento de 17,9% no varejo comparando os primeiros 15 dias de fevereiro com o de janeiro, subindo, desta forma, de 7.182 unidades para 8.471. O aquecimento do setor já era esperado nesse período, em função dos preços.

• Nova cara

A nota de R$ 50,00 pode “mudar de cara” ainda neste ano. Para reduzir as falsificações, que ao longo de 2002 causaram prejuízos estimados em R$ 11 milhões à sociedade, o Banco Central (BC) e a Casa da Moeda trabalham em um projeto para acrescentar à cédula elementos de segurança semelhantes aos da nota de R$ 20,00. A proposta deve ser submetida à aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) já no segundo semestre. Se aprovadas, as novas notas começarão a ser impressas antes do fim do ano.

• Falsificações

As modificações fazem parte da estratégia do BC para inibir os falsificadores. Somente no ano passado, eles forjaram 170,4 mil cédulas de R$ 50,00, contabilizando apenas as apreensões feitas por bancos e pela polícia e registradas junto ao BC. É quase a mesma quantidade de notas de R$ 10,00 falsificadas - 181 mil ao todo -, mas pelo valor mais elevado, o prejuízo causado foi muito maior.

• Milhões

Dados divulgados pelo Banco Central indicam que o prejuízo total com as fraudes cresceu em 15% no ano passado, passando de R$ 9,5 milhões em 2001 para R$ 11 milhões em 2002. Já o número de apreensões teria aumentado somente 4%, de 379 mil para 396 mil. Isso mostra que os falsificadores estão fabricando notas de valor mais alto. Mesmo assim, o crescimento ainda foi menor do que a expansão de 35% do dinheiro que circula pelo País, que passou de R$ 37 bilhões para R$ 50 bilhões no mesmo período.

• Campanha

Em 2001 o Banco Central uma campanha informativa para conscientizar a população e esclarecer dúvidas sobre as características do real, espalhando equipes por pontos públicos, como shoppings e estações de metrô, em São Paulo, Rio de Janeiro e mais oito capitais. Mas embora a informação seja a principal frente de combate às falsificações, não é suficiente. Por isso, as novas notas de R$ 50,00 deverão ganhar elementos de segurança.

• Ações

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), comprou ontem a participação acionária da Sweet River na Valepar, controladora da Companhia Vale do Rio Doce. O negócio, de R$ 1,1 bilhão, corresponde a 10,1% das ações ordinárias da Valepar. Com a compra, a Previ passará de uma participação de 13,97% para 15,75% no capital total da mineradora brasileira.

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