Economia & Negócios

Reforma do Centro já tem 100 inscritos

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo menos 100 empresários e proprietários de imóveis localizados Centro da cidade já se inscreveram junto à Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) para garantir recursos para a reforma de suas fachadas. A prefeitura dispõe de R$ 400 mil para custear as obras.

Uma lei municipal em vigor há cerca de dois meses prevê abatimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos exercícios de 2003 e 2004, na proporção de até 50% do imposto a cada ano, para quem apresentar um projeto de reformulação das fachadas de acordo com os padrões agora exigidos pela Seplan. A partir de 2005, a “nova cara” dos imóveis será obrigatória, sem direito ao recurso.

De acordo com a titular da Seplan, Maria Helena Rigitano, quem já se inscreveu tem 90 dias para apresentar os projetos, juntamente com os custos. Na opinião dela, o número de inscritos é bastante satisfatório. “Isso já manifesta um interesse grande da comunidade em reformar as fachadas”, diz.

Como ainda não tem os custos em mãos, Maria Helena diz que não pode afirmar com precisão quanto dinheiro ainda há disponível para a revitalização. “Imaginando que cada um use totalmente a metade do IPTU a que tem direito neste ano, mais a metade no ano que vem, eu ainda tenho recurso disponível”, afirma a secretária.

Segundo ela, a pulverização dos recursos, como era esperado pelos comerciantes, também ocorreu. A maioria dos inscritos são de lojas do Calçadão da Batista de Carvalho e, em menor número, das transversais e da rua 1.º de Agosto. Maria Helena lamenta, contudo, que tenha havido pouco interesse por parte de comerciantes e proprietários de imóveis da avenida Rodrigues Alves.

“São pouquíssimos na Rodrigues Alves, infelizmente”, diz a secretária. E conclui: “Eu, particularmente, tenho interesse maior na Rodrigues Alves. Acho que teria mais visibilidade, o impacto para a cidade seria muito maior se a Rodrigues mudasse de cara.”

Ainda de acordo com a titular da Seplan, muitos lojistas estão “assustados” com o que encontraram atrás dos grandes caixotes de metal suspensos nas fachadas: má-fixação, ferrugem e material de má qualidade. “Agora que eles foram tirar (os caixotes) é que constataram o perigo que era”, observa Maria Helena.

A lei das fachadas, parte do projeto de revitalização da área central de Bauru, abrange imóveis localizados no polígono formado entre a avenida Rodrigues Alves, ruas Araújo Leite e 1.º de Agosto e praças Machado de Mello e das Bandeiras, incluindo a praça Rui Barbosa e as ruas transversais.

Segundo a secretária, os camelôs, em sua maioria, também estão se adequando ao novo padrão das barracas: usando cor azul e sem os guarda-sóis nas barracas. Apesar do prazo para a reformulação visual das barracas ter terminado no último dia 28, Maria Helena afirma que a Seplan está prorrogando o prazo em algumas semanas para determinados casos.

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