Tribuna do Leitor

Dia Internacional da Mulher


| Tempo de leitura: 2 min

Em 8 de março de 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova York fizeram a primeira greve conduzida por mulheres de que se tem conhecimento na história.

Reivindicaram aumento de salários, redução de jornada de trabalho de 16 horas para oito horas diárias, melhores condições de trabalho e licença-maternidade. Foi uma tragédia esse movimento. Os patrões, para reprimir as grevistas, chamaram as forças policiais e atearam fogo na fábrica, após trancarem as portas, as operárias morreram queimadas.

O Dia Internacional da Mulher é uma referência e um reflexo de todo um movimento em prol da igualdade de direitos, embora ainda hoje prevaleça a desigualdade de gênero. Em 1910, o primeiro Congresso Internacional das Mulheres, na Dinamarca, escolhe o “oito” de março como Dia da Mulher. Operárias em greve já não são queimadas e a mulher conquista, às vezes lentamente, parte dos direitos pelos quais luta há mais de um século. No Brasil, o direito ao voto só é reconhecido na Constituição de 1934, e a primeira governadora é eleita 60 anos depois. O século XX ficará na história como marco fundamental na emancipação da mulher.

O Brasil tem uma legislação avançada, mas na prática as mulheres são ainda muito discriminadas em todos os espaços da vida social. Apesar dos avanços, precisamos, mulheres e homens, atermo-nos aos fatos que estão diante de nossos olhos: que a garantia de nossas lutas de toda uma vida estão, a cada dia que passa, ameaçadas pelo governo e patrões, que apenas e tão somente visam o lucro em suas negociações com os trabalhadores, retirando direitos, flexibilizando as condições de trabalho e nunca valorizando a peça principal no resultado de seus objetivos que é o ser humano. Analisemos esses resultados, sempre positivos para um único lado e, a partir daí, vamos definir regras, motivar-nos a fazer mudanças concretas.

Saibamos também que não são suficientes só a inspiração, motivação e instigação para a concretização, é preciso traçar planos objetivos, realistas e alcançáveis e saber dos caminhos possíveis e como chegar lá. “Não podemos mudar a direção dos ventos, mas podemos ajustar as velas.” (Izabel Ramos - RG: 4.779.639)

Comentários

Comentários