O que é e como é a mulher no contexto da vida? Rainha poderosa nos reinados, princesa absoluta nos principados e dona devotada dos lares? Não, unicamente não, pois ela é, além de tudo, parceira emérita do homem na reprodução sexual e humana! Constata-se-o, numa análise profunda que se faça de sua preciosa existência, na qual é ela vista sempre em profundos exercícios sociais de notável valia, fazendo jus, então, ao título de companheira dedicada do varão, aquela que tem sob sua responsabilidade diária o domínio de um enorme acervo de atribuições, não só a de estimular o crescimento da espécie. É o belo sexo, conseqüentemente, uma figura bastante significativa, merecendo as inúmeras honrarias que hoje, neste seu Dia Internacional, o mundo todo carinhosamente lhe presta, lembrando que foi no dia 8 de março de 1857, em Nova York, que aconteceu a primeira greve popular conduzida unicamente por mulheres, que reivindicavam jornada de trabalho de 10 horas. Mais de 100 morreram, trancadas dentro da fábrica, onde se refugiaram da perseguição policial e foram vítimas de incêndio violento. A partir desse trágico acontecimento, multiplicaram-se pelo mundo todo movimentos de luta das fêmeas pelos seus sagrados direitos pessoais e de respeito pela sua dignidade. Desde então, a mulher demonstra plena consciência de seu valor, tanto que se destaca cada vez mais em postos e posições na vida pública, em empresas particulares, no mundo da política e da ciência e nas profissões em geral, onde se sobressai “não apenas como o feminino do homem, canal da vida, elemento-chave nos concursos de beleza, corpo exuberantemente bem feito, sorriso encantador, fonte de consumo de cosméticos, chamariz de sensualidade e mão-de-obra barataâ€. Ela é isso e muito mais, surgindo também como mulher-luta, mulher-garra, mulher-coragem, mulher-carinho, mulher-fibra, mulher-mãe, mulher-abandonada, mulher-apaixonada, mulher-excluída, mulher-consagrada, mulher-jovem, mulher-vivida, mulher-sabedoria, mulher-competência, mulher-compromisso, mulher-difícil, mulher que conhece seu valor e sua missão, mulher-amiga, mulher-sofrida, mulher-inteligência, mulher-dedicação, mulher-coração e mulher-amor, exatamente como a desenha um analista em um de seus belos poemas. Repetimos: é isso que ela é. Então, que nenhuma delas se sinta hoje excluída pelos homens, que se encantam com a beleza de seu rosto e das formas de seu corpo e as admiram pelos seus dotes de inteligência. Parabéns! (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
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