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Ato público marca Dia Internacional da Mulher

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Dia Internacional da Mulher foi marcado ontem por um ato público no centro comercial de Bauru, promovido pelos partidos políticos PC do B e PSTU, além da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Conselho Municipal da Condição Feminina. O ato colheu assinaturas para o abaixo-assinado “A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e as Mulheres”.

As entidades pretendem alertar a população, em especial a feminina, sobre os malefícios que a Alca poderá trazer. Segundo a vereadora Maria José Majô Jandreice (PC do B), o maior desafio do momento é conscientizar a população. “Os grandes veículos de comunicação propagam que a Alca é uma maravilha. Nós mostramos para os pequenos grupos que a Alca não é nada disso, traz desemprego e injustiças, assim como aconteceu com o neoliberalismo.”

O ato, na opinião da vereadora, é mais uma das atividades da semana dedicada à mulher. “Escolhemos o Calçadão porque há uma grande concentração de pessoas de todos os segmentos sociais. Estamos distribuindo panfletos e tentando conscientizá-las.”

O Dia Internacional da Mulher, na opinião da vereadora Majô, é mais um dia de luta, de reivindicações diversas. “A libertação de toda a sociedade e da mulher só se dará com condições justas e dignas. Nesse 8 de março eu torço para que o Brasil encontre o caminho da justiça para homens e mulheres.”

Um “varal” com cartazes que demonstram a trajetória de luta das mulheres foi montado no local do ato. â€œÉ uma trajetória de muitos anos em que as conquistas vão ocorrendo a cada dia e em nenhum momento nós podemos parar de lutar pelos nossos direitos”, enfatiza Majô.

Para a presidente da comissão provisória do PSTU de Bauru, Iraci Borges, as pessoas de modo geral usam o Dia Internacional da Mulher para comemorar. “Nós estamos protestando contra a opressão da mulher. Neste dia 8 de março, queremos alertar a população sobre o quanto a mulher é oprimida pelo capitalismo.”

Segundo Iraci, a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a Alca já está passando por diversas categorias. “O abaixo-assinado será lançado oficialmente no próximo dia 13. Nós vamos resgatar em Bauru o comitê intermunicipal de campanha contra a Alca”, afirma.

De acordo com Iraci, a pretensão é colher mais de 11 milhões de assinaturas. “Temos o mês inteiro para a coleta e a população está mais esclarecida sobre o que significa a Alca para a América Latina.”

Durante o ato de ontem, a CUT distribuiu um jornal que versa sobre as lutas e conquistas das mulheres. Já o PSTU distribuiu boletim sobre o mesmo assunto.

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