Tribuna do Leitor

TRABALHO INFANTIL, DESAFIO À SOCIEDADE


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Para que haja alcance satisfatório do assunto, depende do esforço conjunto de múltiplos agentes nacionais e internacionais de caráter privado ou estatal e organização, até as estratégias definidas no âmbito de cada pequeno município. Isso nada mais é do que a nova forma de gestão inaugurada pela Constituição Federal de 1988. Por onde possa garantir os direitos da criança e do adolescente e sua proteção integral, já consagrados pela convenção internacional dos direitos da criança e adolescente e, no Brasil também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. A Constituição Federal/ECA, na verdade, veio garantir um “espaço” para a criança na sociedade, mas é sabido que para isso precisa de mudança no contexto familiar. A família necessita dessa contribuição da criança para a sobrevivência de todos os seus membros, essas famílias na sua maioria são desprovidas de oportunidades: social, cultural e relacional.

É desgastante para todos nós assistirmos crianças e adolescentes a cada dia mais vendendo objetos diversos em faróis e lanchonetes durante o dia e a noite; olhando carros até de madrugada onde muitas vezes acabam riscando-os, furtando, entre outras situações de risco pessoais que possam prejudicá-los (más companhias, uso de droga, evasão escolar, alimentação inadequada etc.). O cidadão que deixa seu veículo estacionado na rua que é pública, com seus impostos já pagos além da zona azul, ainda precisa de trocados para garotos que ali se encontram. Esse valor que ele desembolsa muitas vezes em um mesmo dia ainda pode ser mal usado pelo adolescente, sendo até um caminho para a droga, além de ser mais um ônus para o cidadão. Somos conhecedores que por lei esse trabalho de olhar carros em ruas públicas é crime para o adulto e mais grave no caso de criança e adolescente. Portanto, entendo que esse é um trabalho infantil que também necessita de ser amenizado com a soma de esforços dos órgãos responsáveis e competentes. Ainda ressalto por urgência, por uma ação conjugada, destinada a alterar profundamente aspectos não apenas sociais, mas econômicos, políticos e culturais, determinantes da persistência da exploração do infanto-juvenil, comprometendo muitas vezes seu futuro. Os conselhos e secretarias têm muita competência objetivando alterar esse quadro. (Irma Slaghenauf - RG: 8.139.184)

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