Tribuna do Leitor

Entre o cárcere e a liberdade vigiada


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Não há boas intenções nesse cenário apocalíptico que se instaurou nas relações exteriores entre os países que compõem o Conselho Geral das Nações Unidas. Engana-se quem ainda acredita na figura de “bom moço” que os EUA insistem em manter. O único objetivo dessa guerra que, certamente, vai acontecer é a reafirmação dos EUA como sendo os verdadeiros “donos do mundo”. Ou melhor, querem impor verdades absolutas, classificar o bem e o mal, ditar as regras do capitalismo, definir o “modo de viver americano” como o melhor para o mundo e, como nós brasileiros bem sabemos, fazer do lar vizinho, o quintal alheio.

A guerra está declarada. Aliás, sempre esteve. Todas as nações que não suportaram o tiranismo e ousaram não ser submissas às ordens e aos caprichos do imperialismo norte-americano sofreram perseguições que, se não foram declarações de guerra, pelo menos beiraram ao terrorismo. Senão, o que deve ter significado para o povo cubano o embargo econômico imposto pelos EUA durante décadas? As intervenções americanas na América do Sul e no Oriente Médio têm proporções bem maiores do que qualquer 11 de setembro promovido por países mulçumanos, mesmo considerando todos os seus excessos.

Há, em todo esse capítulo do livro da história, um pré-julgamento e um pré-condenamento destinado à execução de milhares de inocentes iraquianos, que decerto serão alvos, ainda que aleguem erro de cálculo. É como se o Iraque tivesse que decidir entre morrer ou viver em eterna submissão e pode apostar que a primeira opção seria a mais aceita pelo povo iraquiano, pois sabem que primeiro vem o desarme, depois a imposição. Fiquem certos os sobrinhos do Tio Sam de que toda ação causa uma reação. Que isso lhes sirva de consolo quando outros 11 de setembro ocorrerem. (Carlos Gustavo Leme Beraldi - estudante de jornalismo – RG: 27.236.903-2)

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