Economia & Negócios

Bancos exigem 'nome limpo' para crédito

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

Como toda operação de crédito, o sistema bancário impõe condições para sua efetivação. No caso do parcelamento de dívida com impostos e taxas sobre propriedade de veículos, o interessado pode até estar desempregado, mas não pode estar com o “nome sujo na praça”.

Segundo a despachante Cristina Fragoso Alves, quem tem cheque sem fundo e inscrição na lista de inadimplentes - como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) - não tem chance. “A pessoa tem que ter nome limpo na praça, não pode ter restrição nem cheque sem fundo”, conta.

Mas mesmo para os inadimplentes há outra saída. O parcelamento pode ser solicitado em nome de um parente. “A gente sugere que a pessoa traga o pai, a mãe, o tio, não tem problema. O carro é colocado como garantia do contrato e o empréstimo sai fácil”, especifica.

A despachante dissimula que o retorno financeiro não está na cobrança pelo serviço, mas na atração de novos clientes. â€œÉ uma alternativa para gerar mais clientes. Nós cobramos a taxa básica de honorário pelo serviço. Cerca de R$ 25,00, fora os encargos do banco pelo contrato. Acaba sendo bom para o banco, o cliente e para o despachante”, conclui.

Em seguida, a própria comerciante concorda que a opção é lucrativa. “O parcelamento faz uma boa diferença no faturamento. Os motivos para a procura são variados. Falta de caixa na hora de pagar o imposto, falta de dinheiro para arcar com multa, que vem sempre de surpresa. Se a pessoa perde o emprego, também procura para regularizar”, completa.

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