Como toda operação de crédito, o sistema bancário impõe condições para sua efetivação. No caso do parcelamento de dívida com impostos e taxas sobre propriedade de veículos, o interessado pode até estar desempregado, mas não pode estar com o “nome sujo na praçaâ€.
Segundo a despachante Cristina Fragoso Alves, quem tem cheque sem fundo e inscrição na lista de inadimplentes - como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) - não tem chance. “A pessoa tem que ter nome limpo na praça, não pode ter restrição nem cheque sem fundoâ€, conta.
Mas mesmo para os inadimplentes há outra saída. O parcelamento pode ser solicitado em nome de um parente. “A gente sugere que a pessoa traga o pai, a mãe, o tio, não tem problema. O carro é colocado como garantia do contrato e o empréstimo sai fácilâ€, especifica.
A despachante dissimula que o retorno financeiro não está na cobrança pelo serviço, mas na atração de novos clientes. â€œÉ uma alternativa para gerar mais clientes. Nós cobramos a taxa básica de honorário pelo serviço. Cerca de R$ 25,00, fora os encargos do banco pelo contrato. Acaba sendo bom para o banco, o cliente e para o despachanteâ€, conclui.
Em seguida, a própria comerciante concorda que a opção é lucrativa. “O parcelamento faz uma boa diferença no faturamento. Os motivos para a procura são variados. Falta de caixa na hora de pagar o imposto, falta de dinheiro para arcar com multa, que vem sempre de surpresa. Se a pessoa perde o emprego, também procura para regularizarâ€, completa.