Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Vendas

A indústria automobilística brasileira continua dando bons sinais de crescimento. Em fevereiro produziu 157.272 veículos, superando em 7,6% o volume registrado em janeiro - quando 146,2 mil unidades foram produzidas. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com fevereiro de 2002, quando foram produzidas 123,9 mil unidades, o aumento foi de 27%.

• Acumulado

No acumulado do ano até fevereiro, a produção chega a 303,4 mil veículos, resultado 22,3% superior ao do mesmo período do ano passado. A produção de veículos vem sendo bastante estimulada pelas exportações. No mês passado, as vendas externas somaram US$ 372,9 milhões, o que corresponde a um aumento de 34,4% em relação a janeiro e de 44,6% sobre fevereiro de 2002. No ano, as exportações já totalizam US$ 650,4 milhões, 44,8% a mais sobre o mesmo período do ano passado.

• Crescimento

De acordo com os dados da Anfavea, no mês passado foram licenciados 117,9 mil veículos no mercado interno, um aumento de 5,2% sobre janeiro (112 mil). Na comparação com fevereiro do ano passado, houve crescimento de 20,9%. Já no acumulado de janeiro e fevereiro, foram licenciados 229,9 mil veículos, 8,3% a mais do que no mesmo período do ano passado.

• Remédio amargo

De acordo com uma pesquisa do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) divulgada ontem, 155 laboratórios reajustaram os preços de 8.605 itens de medicamentos, com percentuais que variam de 0,06% até 51,94%. Já os 260 medicamentos cujos preços foram liberados pelo governo (aqueles que não precisam de receita médica) teriam sido reajustados em até 18,43%.

• Aumentos

A pesquisa do CRF aponta que o maior aumento, de 51,94%, foi registrado no antibacteriano Levotac, do Laboratório Cristállia, que custava R$ 60,61 e passou R$ 92,09. Em seguida vem outro antibacteriano, o Clinon, cujo preço saltou de R$ 170,15 para R$ 221,03 (alta de 29,9%). O CFC destaca que os aumentos foram efetuados apesar da alta em torno de 150% acumulada nos oito anos de Plano Real, quando alguns remédios encareceram até 300%.

• Relatório

A partir da pesquisa foi elaborado um relatório completo que será encaminhado ao presidente da República, pedindo que os aumentos sejam revistos, bem como ao Ministério Público Federal, solicitando providências quanto aos abusos que estão sendo cometidos contra os usuários de medicamentos. O governo anunciou a liberação dos preços no dia 21 do mês passado. Os outros aumentos ocorreram em novembro, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.

• Diferente

Apesar dessa pesquisa, em consulta feita pela colunista no último dia 7 - para uma matéria que foi veiculada no JC em 8 de março - às três maiores redes de farmácia da cidade mostrava que os aumentos repassados até então aos comerciantes não estavam chegando a 10%. A determinação de que os reajustes - no caso dos medicamentos tabelados - não alcançassem esse patamar foi do próprio governo.

• Na média

Na ocasião da consulta, a média dos reajustes na cidade estava no patamar previsto, de 8,6% - alguns remédios haviam subido mais, outros menos. Os medicamentos liberados que já haviam sido comprados pelos donos de farmácias entrevistados pela colunista ainda não tinham sofrido aumento, em sua maioria. Os poucos itens que já tinham registrado alta estavam seguindo a mesma média dos tabelados - 8,6%.

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