Polícia

Comando da PM sofrerá alteração

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A partir de hoje, o Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) da Polícia Militar, sediado em Bauru e responsável pelo policiamento de 143 municípios da região centro-oeste do Estado, área com 2,7 milhões de habitantes, terá novo comandante. O coronel Helder Pereira, 52 anos, que estava no comando do CPI-4 desde março de 2001, vai protocolar hoje requerimento para passar para a reserva.

Enquanto não sair a nomeação do novo comandante do CPI-4, ficará no cargo o tenente-coronel Hélio Aparecido Costa, de Presidente Prudente. A expectativa entre os policiais militares do CPI-4 é que o coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, que mora em Bauru e até o ano passado dirigia o 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior-4 (BPMI-4) e atualmente está à frente do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-9, em São Paulo, seja nomeado para o cargo vago.

Coronel Helder está completando 32 anos de serviços prestados à Polícia Militar. “Estou na PM dois anos a mais do que o necessário para pedir a aposentadoria e achei que essa era a hora de passar para a reserva. Agora vou descansar e me dedicar à Apas (Associação Policial de Assistência à Saúde), na qual tenho o cargo, não-remunerado, de vice-presidente”, conta.

Nascido em Herculândia, ele ingressou na PM trabalhando em São Paulo. Como policial rodoviário, foi transferido para Bauru em 1984, onde ficou até 1999, quando foi promovido a coronel. Após a promoção, trabalhou em Presidente Prudente e Sorocaba, retornando para Bauru, como comandante do CPI-4, em março de 2001.

O CPI-4 tem um efetivo de 5,5 mil policiais e é responsável pela segurança externa de 21 penitenciárias, inclusive a de Presidente Bernandes, onde está preso Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Para o coronel Helder, essa penitenciária realmente é a mais segura do Brasil no momento. Porém, ele defende o retorno de Beira-Mar para o Rio de Janeiro.

“Ele é um preso de crimes da esfera federal e a penitenciária de Presidente Bernandes é estadual, não da União. Acho que apesar dele (Fernandinho Beira-Mar) ser um malfeitor para toda sociedade, como cometeu crimes no Rio de Janeiro, deve cumprir pena lá”, opina.

Porém, Helder aprova a atitude do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de ter aceitado Beira-Mar no presídio paulista. “Quando fui comunicado da transferência dele para Presidente Bernandes não relutei em nada porque um Estado deve ajudar o outro. Mas vencido o prazo de um mês, acho que ele deve ser transferido para o Rio”, opina.

O coronel pondera que apesar da penitenciária ser considerada a mais segura do País, há pressão de moradores da cidade contra a manutenção de Beira-Mar na unidade. Ele conta que a segurança externa do presídio, que já é reforçada, foi ampliada em função da transferência de Beira-Mar e garante que ele está totalmente isolado e não houve nenhuma tentativa de fuga ou de resgate.

“Dobramos o número de policiais na segurança externa. Remanejamos armamento pesado para a segurança em razão dele ser um preso especial, para a população sentir-se segura”, finaliza.

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