A instalação em Bauru de uma unidade de internação semi-aberta aos menores infratores da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) foi confirmada pelo presidente da entidade, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Ontem, ele recebeu numa audiência em São Paulo o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e os vereadores João Parreira (PSDB) e Faria Neto (PDT).
Durante o encontro, Oliveira e Costa encaminhou aos membros do Legislativo local, que integram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um documento contendo as exigências técnicas para a locação da casa onde o regime será implementado.
Embora não exista prazo, a iniciativa agradou os políticos de Bauru, que voltaram impressionados com a cordialidade demonstrada.
“O presidente da Febem está comprometido com a transparência e ficou de vir a Bauru para participar até de uma audiência pública. A proposta do semi-aberto é fundamental porque estabelece progressividade, o que dá esperança ao menor de sair do regime fechado. O encontro foi muito proveitosoâ€, relata Parreira.
As outras reivindicações encaminhadas à presidência, como a contratação de instrutores para a formação profissionalizante dos internos e o levantamento do perfil dos menores atendidos em Bauru, também foram acatadas, confirma a assessoria de imprensa.
Segundo o assessor de imprensa da Febem, Joaquim Maria Botelho, a unidade local já está iniciando uma pesquisa que vai indicar as características dos adolescentes atendidos no município.
“O presidente da Febem deve aproveitar a visita que fará ao município para firmar convênio com universidades. A idéia é que elas desenvolvam o trabalho de liberdade assistida junto aos menores. Ele também deve fazer contato com empresários, que poderiam colaborar na formação profissional dos internosâ€, ressalta Parreira.
Porém, no decorrer do encontro, que durou pouco mais de uma hora, Oliveira e Costa não deixou de ser realista sobre as dificuldades enfrentadas, como relata Tobias.
“O presidente da Febem não ficou vendendo ilusões, até porque sabe que trabalhar com adolescente problemático não é fácil. Segundo ele, a unidade de Franco da Rocha, que é a mais problemática, será desativada porque quanto menor a unidade, melhor o trabalho realizado. Com essa postura, ele impressionou e mostrou que está interessado na transparência de seus trabalhosâ€, conclui.
O vereador Luiz Carlos Valle (PSB), que também integra a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, não compareceu à reunião por estar com problemas de saúde.