Bairros

Prazo para tratar efluente vence em 2004

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Em julho do ano que vem vence o prazo concedido pelo Ministério Público à Prefeitura de Bauru para começar o tratamento do esgoto da cidade. O projeto todo, que inclui a ampliação de emissários para canalizar o esgoto e a construção de uma grande estação de tratamento, na Vargem Limpa, está orçado em R$ 57 milhões.

Na semana passada, o prefeito Nilson Costa (PPS) foi mais uma vez a Brasília solicitar verba federal para o projeto. Porém, por enquanto, não há dinheiro federal destinado para a obra.

A assessoria de imprensa do DAE informa que a autarquia vai utilizar recursos próprios para desapropriar neste ano a uma área onde será construída a estação de tratamento. A previsão é gastar R$ 300 mil com a desapropriação.

Também neste ano, o DAE quer construir pelo menos mais 2,5 quilômetros de interceptores (canalização do esgoto para a estação de tratamento, o que evita o despejo dos detritos nos rios). A construção de interceptores é o primeiro passo para fazer o tratamento. Se a prefeitura não cumprir o prazo dado pelo Ministério Público para tratar o esgoto estará sujeita à multa diária.

Após passar por tratamento, a parte sólida do esgoto é separada e a parte líquida pode ser despejada nos rios. De acordo com o DAE, consegue-se índices de mais de 90% de pureza da água no tratamento de esgoto.

Todo o esgoto de Bauru é despejado sem nenhum tratamento no rio que dá nome à cidade. A única experiência do DAE com tratamento de esgoto é no distrito de Tibiriçá, onde em 2000 foi construída uma pequena estação de tratamento.

De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, todo o esgoto do distrito está sendo tratado e o índice de pureza de água obtida é satisfatório. O projeto custou cerca de R$ 15 mil.

Comentários

Comentários